Defesa? “Não é despesa, é investimento”, diz Nuno Melo

Nuno Melo diz que o investimento em defesa "tem retorno" e não pode pôr em causa a garantia das prestações sociais.

O reforço do orçamento em defesa é um “investimento” e não uma “despesa”, defendeu o presidente do CDS-PP, em entrevista à RTP esta quarta-feira. Nuno Melo, que lidera atualmente o ministério da Defesa, acredita que esse investimento tem “retorno” para o Orçamento do Estado.

“Aquilo que os portugueses devem perceber é que, quando colocamos dinheiro na defesa nacional, nós estamos a ter um impacto favorável na economia e a melhorar as suas vidas por causa dos serviços que as Forças Armadas prestam” e mesmo em tempo de paz, defendeu o líder do CDS-PP e parceiro da coligação Aliança Democrática (AD).

Nuno Melo não respondeu diretamente se o aumento de despesa nesta área vai prejudicar o Estado Social, mas prometeu equilíbrio. “Todo o aumento de investimentos na defesa terá sempre em conta os equilíbrios orçamentais, o comportamento da economia e a necessidade de se assegurarem prestações sociais”, disse.

O presidente do CDS-PP chamou a atenção para a necessidade de investir nas indústrias de defesa. “Estamos a falar de perto de 380 indústrias, milhares de postos de trabalho, milhões de euros de lucro que pagam salários médios mais altos, mais investigações, mais investimento em I&D”, realçou.

Todo o aumento de investimentos na defesa terá sempre em conta os equilíbrios orçamentais, o comportamento da economia e a necessidade de se assegurarem prestações sociais.

Nuno Melo

Presidente do CDS-PP e ministro da Defesa

Nuno Melo aproveitou ainda para lembrar o mérito que teve em “assegurar que as forças armadas – que não estiveram na primeira linha da política nacional durante muitos e muitos anos – estejam e estiveram durante 11 meses“, ou seja, durante o tempo em que foi ministro da Defesa no Executivo liderado por Luís Montenegro que caiu após a moção de censura.

O ministro sublinhou a dignificação dos militares, mediante a valorização dos salários, dos suplementos e dos “mecanismos de apoio em caso de incapacidade ou morte”. Apontou ainda o reconhecimento dos antigos combatentes, “verdadeiros heróis de Portugal no inverno das suas vidas”.

Razões de sobra, no entender de Nuno Melo, para justificar que “o investimento nas Forças Armadas tem retorno” na economia, mesmo quando desempenham o seu papel em tempo de Paz. “As Forças Armadas não estão nos quartéis e são importantíssimas naquilo que tem um reflexo na vida diária dos portugueses”, assinalou.

Para o líder do CDS-PP, os partidos da oposição “não querem discutir o mérito do Governo”. Em vez disso, preferem ir a eleições legislativas. Na realidade, diz, “o país não queria ir a votos nem a AD; a oposição obrigou“.

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