Turismo teve menos dormidas, mas mais proveitos em fevereiro

O setor do turismo manteve a tendência de crescimento das receitas, que superaram os 287,7 milhões, num mês em que se hospedaram em Portugal 1,8 milhões de turistas.

O setor do turismo registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, em fevereiro, o que representa uma quebra homóloga de 2,5%, justificada pelo facto de o Carnaval este ano ter sido em março. Apesar na descida no número de dormidas, as receitas aumentaram, com os proveitos totais a superarem 287,7 milhões de euros, 4% acima do período homólogo, enquanto os proveitos de aposento cresceram 3,4% para 208,8 milhões.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as dormidas de residentes registaram um decréscimo de 0,8%, depois de terem subido 11,% em janeiro, atingindo 1,4 milhões. Já as dormidas dos não residentes diminuíram 3,3%, o que compara com uma variação positiva de 3,9% em janeiro, totalizando 2,8 milhões.

O INE explica que esta evolução é explicada “pela estrutura móvel do calendário, ou seja, por um lado, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, que este ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior se concentrou em fevereiro”. Por outro lado, o mês de fevereiro deste ano teve menos um dia do que o do ano anterior, uma vez que 2024 foi um ano bissexto, nota ainda o gabinete de estatística nacional.

Em termos de mercados, o mercado britânico continua a liderar, com 16,4% do total de dormidas de não residentes, apesar de se assinalar uma descida de 7,5% face ao mesmo mês do ano passado. Segue-se o mercado alemão, com 11,2% do total, e o mercado espanhol, com uma quota de 8,3%.

No grupo dos dez principais mercados emissores em fevereiro, o mercado polaco foi o único a registar crescimento (+23,2%). Já nos decréscimos, o INE refere que se destacou o mercado brasileiro com uma descida de 18,9%.

Em fevereiro, o INE nota que as regiões registaram evoluções distintas nas dormidas, com os maiores aumentos a serem registados na Península de Setúbal (+7,8%) e na Região Autónoma dos Açores (+5,1%). O Oeste e Vale do Tejo registou o maior decréscimo (-7,1%), seguindo-se a Grande Lisboa (-5,6%) e o Algarve (-5,1%).

Quanto ao rendimento médio por quarto disponível, este situou-se em 39,6 euros (+4,5%) e o rendimento médio por quarto ocupado atingiu 87,9 euros (+4,9%).

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