Megacentro de dados em Sines traz investimento de 30 mil milhões para Portugal até 2030
A previsão a cinco anos foi dada esta sexta-feira pela Start Campus e embaixada dos EUA na inauguração do primeiro edifício do data center e envolve os novos projetos de clientes, além da construção.
O CEO da Start Campus disse esta sexta-feira que o centro de dados em Sines vai trazer um investimento de mais 30 mil milhões de euros para Portugal nos próximos cinco anos. O valor inclui um montante adicional ao que a empresa alocou para a construção e diz respeito aos novos investimentos dos atuais e futuros clientes, quando instalarem os seus servidores.
“Pode atingir os 30 mil milhões, incluindo o que os clientes vão investir. É tudo uma estimativa”, afirmou Robert Dunn aos jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração do primeiro edifício do data center no litoral alentejano, em Sines.
Está cortada a fita (verde) do primeiro edifício do maior centro de dados em Portugal. A Start Campus inaugurou esta sexta-feira o espaço que dá o arranque ao campus de data centers em Sines com capacidade de 1,2 gigawatts (GW), que a empresa informalmente chama “andar modelo” por ser o mais pequeno do investimento de 8,5 mil milhões de euros.
Este primeiro edifício do campus está preparado para tecnologias cloud (nuvem), Inteligência Artificial A e HPC – High-Performance Computing. Os centros de dados considerados de elevada performance de computação (HPC) estão pensados para acolher um conjunto significativo de servidores e supercomputadores para processar massivas quantidades de dados.
O primeiro edifício do projeto (SIN01) está a funcionar desde outubro e, durante a fase de construção, criou aproximadamente 700 postos de trabalho através da sua cadeia de fornecedores. Atualmente, a Start Campus emprega cerca de seis dezenas de pessoas de forma direta.
“É um investimento profundamente empenhado com a sustentabilidade, que vai trazer mais emprego qualificado, diversificando a atividade económica na região e contribuindo para a construção de um ecossistema digital de longo prazo. Junta-se a outros grandes investimentos que têm vindo a demonstrar que Portugal é um país com uma boa proposta de valor para os investidores”, referiu o ministro da Economia, Pedro Reis.
A embaixada dos Estados Unidos em Portugal também esteve presente na cerimónia de inauguração, devido ao capital norte-americano envolvido, que representa “um dos maiores investimentos estrangeiros na história de Portugal”. “É uma mudança de paradigma e estamos orgulhosos de apoiar esta iniciativa, que irá melhorar a conectividade global de Portugal, aprofundar os laços bilaterais e criar milhares de empregos em Portugal e nos Estados Unidos”, assinalou o diplomata Douglas A. Koneff, chargé d’affaires na Embaixada dos EUA em Lisboa.
A construção do segundo edifício do centro de dados em Sines vai começar até ao final deste segundo trimestre, avançou fonte oficial da empresa ao ECO. A segunda fase do projeto de mais de oito mil milhões de euros e 1,2 gigawatts (GW) de capacidade, que estava em licenciamento desde o ano passado, arranca até junho.
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