Anseia por férias e viagens em breve? 54% dos europeus tambémpremium

Se também anseia pelo verão, pela hipótese de fazer férias e pela reabertura das fronteiras e o início das viagens internacionais, saiba que não está sozinho. Leia o Novo Normal desta semana.

Na segunda-feira passada, mal Boris Johnson acabou uma comunicação ao Reino Unido em que anunciava um "caminho de sentido único para a liberdade", com o plano governamental para levantamento do confinamento e demais restrições por causa da covid, milhões de britânicos precipitaram-se para os seus computadores e smartphones para pesquisar destinos de férias. Nessa noite ainda faltavam 83 dias até 17 de maio, a data em que possivelmente voltarão a ser autorizadas as viagens de lazer ao estrangeiro, mas isso não deteve os súbditos de sua majestade na missão de pesquisar e reservar aqueles ansiados dias de férias no Algarve, nas Baleares ou nas ilhas gregas. É capaz de se identificar com a situação?

Se também anseia pelo verão, pela hipótese de fazer férias e pela reabertura das fronteiras e o início das viagens internacionais - seja na ótica do utilizador ou do fornecedor desses serviços, saiba que não está sozinho. Está mesmo muito bem acompanhado: 54% dos europeus suspiram pela possibilidade de voltar a viajar já no primeiro semestre de 2021 e poder fazer férias fora de casa, seja no estrangeiro ou dentro do seu país. É o que diz este estudo da European Travel Commission. O estudo dá outros dados interessantes:

  • Embora só 12% dos inquiridos se declarem dispostos a fazer férias fora do seu país até ao final de março, quando questionados sobre o período entre abril e junho, esse valor sobe para 34%;
  • Questionados sobre se planeiam fazer férias no seu país ou noutro país da UE, 41% dizem que querem viajar para outro destino nos 27, enquanto 35% preferem fazer as próximas férias dentro do seu país;
  • Os povos com mais vontade de fazer a trouxa e zarpar são os polacos, os italianos, os austríacos, os belgas e os espanhóis (boa notícia para nós);
  • A opção, nesta fase, vai mais para destinos de sol e praia do que para cidades (pudera!...), o que é uma boa notícia para o Algarve e para a Madeira. Somando a opção por sol e praia à opção por costa e mar, essa é, de longe, a preferência dos potenciais viajantes europeus, o que volta a ser uma boa notícia para países à beira-mar plantados.

Portugal não está no top 5 dos países preferidos dos europeus para as próximas férias. Esse ranking é composto pelos grandes blockbusters europeus do turismo: Espanha, Itália, França, Grécia e Alemanha. Porém, Portugal surge logo a seguir e está bem cotado nas pesquisas por destinos de viagem, como veremos mais abaixo.

O custo da viagem deixou de ser um fator tão decisivo como era no passado. As primeiras preocupações passaram a ser... a saúde e a segurança. Na hora de escolher onde vão estender a toalha, os potenciais visitantes querem saber como está a correr a vacinação no possível país de destino, como está a evolução do número de casos, e se correm algum risco de ter de ficar de quarentena.

Ou seja, mesmo que se olhe apenas para o mercado interno da UE (e não é coisa pouca, pois trata-se de um espaço com 450 milhões de almas), as perspetivas para uma retoma do turismo na Europa são boas. No caso específico de Portugal, também. E nem será preciso esperar pelo verão: a julgar pela predisposição dos europeus, a recuperação começará já na primavera. Nalguns países -- mas não em Portugal -- a Páscoa poderá ser já um primeiro momento de reanimação, embora os governos tremam com o risco de repetir os erros do natal, que provocaram a grande vaga de infeções de janeiro.

Para que a retoma do turismo comece já em abril, será necessário um desconfinamento cauteloso, e que os Estados europeus se ponham de acordo sobre regras comuns de controlo sanitário e fronteiriço, que permitam o regresso da Europa de fronteiras abertas. Esse caminho começou a ser feito esta semana, mas nunca um acordo na Europa é fácil, e também este não será.

Uma boa ideia, difícil de implementar

A questão não é se vai haver “verão”, férias de verão e viagens no verão - vai haver. Se em 2020 se conseguiu alguma normalidade no verão, com tudo o que então desconhecíamos sobre a covid-19, sem vacinas, e quase sem população imunizada, também haverá seguramente este ano, com a vantagem de conhecermos melhor o vírus, muita gente já ter sido infetada e ter recuperado, tendo alguma imunidade, e estar em marcha a maior operação global de vacinação de todos os tempos.

A cimeira europeia desta semana incluía na agenda os pedidos de alguns Estados-membros para se adotarem medidas que permitam o regresso das viagens e turismo, com condicionantes, mas em condições capazes de relançar o setor. A maior pressão veio de países do Sul, com economias fortemente dependentes do turismo -- e Portugal, que assegura a presidência semestral do Conselho, tem feito força no sentido de aproveitar as possibilidades abertas pela vacinação, e por novas ferramentas tecnológicas, para uma reabertura controlada das viagens e turismo internacional.

acordo de princípio entre os 27 para a criação de um "passaporte" ou "certificado" -- que em princípio não será de vacinação, mas de imunidade, pois poderá incluir não apenas a informação sobre a toma da vacina, no caso de quem já foi vacinado, mas também sobre imunidade natural, no caso de quem esteve infetado e tem anticorpos. Também poderá ser incluída nesse certificado a informação sobre um teste negativo feito nos dois ou três dias antes de uma viagem transfronteiriça. Ou seja, um documento digital reconhecido em todos os países da UE, que assegure que um viajante, no momento da viagem, não representa perigo de transmissão do SARS-Cov2.

O problema é que os 27 concordaram sobre o princípio, mas não sobre o concreto -- há discordância em relação a que informação deve ser incluída nesse passaporte que abre fronteiras. A implementação desta ideia provoca problemas políticos, desde logo porque torna ainda mais evidente um facto embaraçoso: o baixíssimo nível de vacinação dentro da UE. Se fosse só um passaporte de vacinação, neste momento de pouco serviria. Mas mesmo quando esse problema for ultrapassado, há dúvidas científicas por responder:

  • Não se sabe quanto tempo dura a imunidade -- nem a imunidade natural, para quem foi infetado ou esteve em contacto com o vírus, nem a imunidade adquirida por quem foi vacinado;
  • Não há certezas sobre o efeito das vacinas na transmissibilidade: sabe-se que quem tem anticorpos fica protegido de contrair doença grave, mas não há provas definitivas sobre se quem foi vacinado deixa de poder contagiar outras pessoas, caso seja infetado, mesmo estando assintomático (em princípio, a vacina não impede que se possa ser portador do vírus e transmiti-lo).

Há outros problemas sérios se o passaporte imunitário apenas contemplar quem foi vacinado ou esteve infetado e tem anticorpos:

  • Daria direitos acrescidos a uns cidadãos sobre outros, com base em questões que são alheias aos próprios cidadãos e não estão na sua esfera de decisão - como há poucas vacinas, estas estão a ser racionadas por critérios definidos pelos governos, e não pelos cidadãos, pelo que não é vacinado quem quer, mas quem pode ser em cada momento;
  • Beneficiaria quem já esteve infetado, prejudicando quem, por sorte ou porque teve mais cautela, evitou a infeção - no limite, os mais cuidadosos seriam prejudicados, num claro benefício do infrator;
  • Há um problema acrescido: se o objetivo desta iniciativa é reanimar mais depressa a indústria do turismo na Europa, é bom que ela se aplique a quem mais viaja e mais quer viajar. Ora, de acordo com o estudo que já citei da European Travel Commission, a faixa etária com maior predisposição para voltar já a viajar para o estrangeiro é entre os 35 e os 44 anos -- e estes estão entre os cidadãos que mais tarde serão vacinados, de acordo com a generalidade dos planos nacionais de vacinação.

Ursula von der Leyen reconheceu que persistem “questões científicas em aberto”, bem como “questões políticas”. Para além destas, será preciso chegar a acordo sobre um sistema de partilha dessa informação, que depois cada Estado terá de executar nos seus sistemas de saúde e serviços de fronteiras. “Só para montar a interoperabilidade do sistema serão precisos pelo menos três meses”, avisou a presidente da Comissão Europeia. Não será mau para o verão, mas pode matar a hipótese de antecipar a retoma do turismo quando chegar o bom tempo da primavera.

Players do turismo propõem o modelo da Madeira

Na segunda-feira há Conselho de Ministros do turismo, e o assunto voltará a ser debatido - com Portugal a dirigir neste semestre os conselhos de ministros europeus, Rita Marques, a secretária de Estado do Turismo, assumirá o papel desincentivar e acelerar a adoção destes mecanismos, para reabrir mais depressa as fronteiras a e a circulação de viajantes. Compreende-se que sejam os países mais turísticos do Sul quem mais puxa por esta causa: na comparação entre economias mais industrializadas ou mais dependentes do turismo, são estas que estão em pior situação, tanto do ponto de vista do desempenho em 2020, como nas perspetivas de uma reanimação rápida.

Em rigor, as questões essenciais não dependem dos responsáveis pelo turismo, que querem todos inverter o afundamento do setor: a questão passa antes de mais pelos chefes do Governo, e pelos ministros da saúde, da administração interna e dos negócios estrangeiros. Apesar disso, o European Tourism Manifesto, uma organização que reúne mais de 60 entidades públicas e privadas do turismo europeu, cobrindo toda a cadeia de valor do setor, enviou esta semana um documento com recomendações para a retoma do turismo, que esperam sejam discutidas na reunião de segunda-feira dos ministros do setor.

A principal preocupação tem a ver com planeamento e coordenação: preparar as coisas já, afinando agulhas entre os países da UE, para que haja mais previsibilidade e menos ações unilaterais:

  • Levantar de forma coordenada as restrições às viagens internacionais;
  • Evitar incluir países inteiros na lista negra: focar restrições de viagem ou recomendação de não viajar a regiões, e não em países;
  • Aplicar em todos os Estados-membros os mesmos critérios de avaliação de risco, de forma que os índices epidemiológicos divulgados pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (CECD) tenham as mesmas consequências em todo o território europeu;
  • Maior detalhe nos dados semanais divulgados pelo CECD, refinando a informação ao nível regional - em vez de grandes manchas de cores correspondentes a países inteiros, mostrar a situação epidemiológica e de risco ao nível das regiões. Isto permitirá, por exemplo, que arquipélagos turísticos como a Madeira, os Açores, as Baleares ou as ilhas gregas não sejam prejudicados pelos indicadores nacionais do respetivo país -- foi o que aconteceu no ano passado, quando as ilhas portuguesas quase não tinham casos, mas ficaram nas listas negras por causa das cifras do território continental (e, mesmo aí, havia enormes diferenças entre o Alentejo e Lisboa, por exemplo).

As outras grandes preocupações dos players do turismo europeu têm a ver com a testagem e a implementação de certificados de saúde. Estes são os passos do road map proposto:

  • Coordenação de regras básicas de testagem para viajantes e implementação de programas eficazes de testagem e rastreio de contactos;
  • Reconhecimento mútuo de testes entre Estados-membros e promoção de mecanismos internacionais para esse reconhecimento;
  • Maior recurso a testes rápidos de antigénio para passageiros;
  • Standardização e digitalização dos certificados num modelo único;
  • Regras especiais para viagens de curta duração (até 72 horas), o que facilitaria o turismo citadino e as short breaks;
  • Regras claras e uniformes para quem apresente um teste negativo, ficando isento de quarentena, ou fazendo quarentenas breves;
  • Quando a vacinação for generalizada, aí sim, obrigatoriedade de certificado de vacinação para embarcar em aviões.

Naquilo que pode ser feito já, o European Tourism Manifesto (ETM) propõem, no essencial, o modelo que já foi adotado na Madeira. Uma coincidência que talvez não seja alheia ao facto de a European Travel Commission, um dos organismos que integra o ETM, ser presidido por Luís Araújo, madeirense e presidente do Turismo de Portugal.

A Madeira já reabriu ao turismo, com os cuidados possíveis para garantir que ninguém que esteja infetado entre na região: exigência de vacinação, ou comprovativo de imunidade natural, ou teste negativo nas 72 horas antes da entrada no território.

Portugal: boas perspetivas depois do tombo

Por estranho que possa parecer, as perspetivas para o turismo em Portugal não podiam ser melhores, tendo em conta a circunstância. O país continua a receber prémios internacionais como destino turístico, e mantém-se em alta no imaginário dos turistas estrangeiros. Prova disso foi a pressa com que os ingleses foram para a net pesquisar e reservar férias em Portugal, mal Boris Johnson acabou o discurso em que anunciou que está para breve a reconquista da liberdade por parte dos súbditos de Sua Majestade.

Segundo esse plano de 60 páginas bastante detalhadas, com previsões até ao verão, as viagens internacionais deverão ser permitidas a partir de 17 de maio -- ainda não é uma garantia, a data pode ser revista entretanto, e não se sabe ainda que países, e por que critérios, terão corredor aberto e quais estarão ainda condicionados, obrigando a quarentena no regresso. Tudo isso pode fazer imensa diferença, e os jornais ingleses têm publicado textos explicando os cuidados que os potenciais viajantes devem ter antes de pagarem viagens que podem não conseguir fazer.

Nada que tenha esfriado o entusiasmo de milhares de britânicos. A notícia cabe no título feito pela agência Lusa: “Procura de férias em Portugal por britânicos aumentou 600% após anúncio de Johnson”. Não é apenas Portugal, mas o certo é que o amor dos britânicos por destinos de sol e praia parece ter multiplicado depois do confinamento forçado. Segundo o The Guardian, os pacotes de férias de verão para Portugal, Espanha, Grécia, Turquia e Chipre foram os mais cobiçados.

No caso da Easyjet, a reserva de voos para destinos de praia subiu mais de 300%, e a reserva de pacotes de férias cresceu acima dos 600%. Tui, Ryanair, Thomas Cook e Jet2holidays também falam em crescimentos súbitos na ordem dos três dígitos.

Não são só os ingleses e demais povos das Ilhas Britânicas. O Turismo de Portugal tem dados dos últimos dias que comprovam grande procura online de destinos em Portugal por parte de cidadãos de toda a Europa, conforme se começa a falar de desconfinamento, e os indicadores nacionais se tornam menos dramáticos:

  • Todos os principais mercados emissores de turismo para Portugal registam um crescimento de procuras pelo país no Google e em sites da especialidade;
  • Cresceu muito a procura feita por espanhóis e franceses (que são, com os ingleses, as principais nacionalidades de turistas em Portugal);
  • A procura é sobretudo por destinos no Litoral, com destaque para Algarve e Madeira;
  • Os maiores crescimentos nas pesquisas para Portugal são relativos aos termos "beach in Portugal", "river in Europe" e "music festival".

Do terreno vem a confirmação de que as reservas para o Algarve dispararam 600% esta semana, em comparação com a anterior, mas é necessária cautela perante os números, como ressalva esta notícia do ECO: estamos a falar de um crescimento de 600% em relação a quase nada. É fazer as contas: quando há uma reserva e se passa a dez, a subida é de 1.000%. É boa notícia, mas menos espetacular do que parece. “O que aconteceu nestes dias foi que não tínhamos quase reservas nenhumas e passamos a ter alguma coisa”, relativiza o vice-presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

É bom também não perder de vista a dimensão da queda do último ano. Em fevereiro de 2020, a notícia era um novo recorde do turismo em Portugal: no ano anterior, o país tinha recebido 16 milhões de turistas estrangeiros, um crescimento de 7,3%. O total de turistas, somando portugueses e estrangeiros, cavalgou até aos 27 milhões. Houve pouca excitação com esse recorde, apenas mais um após vários anos de crescimento. Um ano antes, em fevereiro de 2019, a notícia tinha sido parecida, também sobre um novo recorde.

Em 2021, a notícia relativa aos dados de 2020 também traz no título um recorde, mas ao contrário: depois do melhor ano de sempre, a maior quebra de sempre, e o pior ano registado em duas décadas. Os dados divulgados ontem pelo INE, aqui noticiados pelo ECO, resumem-se em duas palavrinhas: turismo arrasado. No total, juntando turistas nacionais e estrangeiros, foram apenas dez milhões, uma quebra vertiginosa de 61%. O trambolhão foi ainda maior olhando para a parte mais relevante desses dados: os turistas estrangeiros, aqueles que vêm cá deixar divisas, e que fazem subir os números das exportações, caíram 83%.

Uma razia com consequências imediatas -- houve meses em que o setor do turismo registou perdas na ordem dos 80%. No ano, os proveitos totais caíram 66%.

Os 26 milhões de dormidas significam uma queda de 63% em relação ao ano anterior, e colocaram 2020 ao nível dos dados de 1993...

O ano só não foi ainda pior porque janeiro e fevereiro, antes da pandemia, foram meses muito bons, e em dezembro se registou alguma recuperação (que terá sido completamente destruída pelo novo confinamento decretado em janeiro), e porque o turismo interno apesar de tudo respondeu bem na lógica do “vá para fora cá dentro”. O número de turistas portugueses caiu para metade, o que, nesta circunstância, nem foi uma má notícia.

Em 2019, os portugueses tinham representado 35% do total de turistas em Portugal - nos últimos anos, com a cada vez maior internacionalização e popularidade do destino Portugal, o peso dos estrangeiros tem-se reforçado sempre e de forma muito significativa. Até 2020: no ano passado, com o quase desaparecimento dos estrangeiros, os nacionais representaram quase 70% dos turistas em Portugal.

A situação portuguesa não é diferente da de todos os outros países, tanto na Europa como a nível global. Os dados da Organização Mundial do Turismo dão conta de que a Europa foi a terceira região mais afetada pela queda mundial do turismo, ultrapassada pela Ásia e Médio Oriente. No Velho Continente o negócio do turismo caiu 71% ao longo do ano.

A evolução global é o retrato de uma calamidade. Em todo o mundo, houve menos mil milhões de chegadas no conjunto do ano, em comparação com 2019. Abaixo, temos os gráfico da OMT com as linhas dos dois anos, e com a evolução mensal ao longo de 2020:

Em 2020 o negócio do turismo perdeu entre 900 mil milhões de dólares e 1,2 biliões de dólares. Para se ter uma melhor noção do que está em causa, o turismo representa cerca de 10% do PIB mundial. Representa também um em cada dez empregos no mundo. A OMT avisa que entre os empregos que já se perderam e os que estão em risco, haverá 120 milhões de postos de trabalho em causa.

Em Portugal, o impacto é ainda maior, pois o turismo representa diretamente cerca de 9% do PIB, mas o impacto indireto chegará aos 12%, segundo a OCDE. Ou melhor, representava em 2019, o último ano antes da pandemia. Também significava mais de 336 mil postos de trabalho e 20% das exportações. O peso do turismo nas exportações é uma das razões por que este indicador foi tão mau em 2020, segundo os dados divulgados ontem.

Há demasiado em jogo, e cada diz que passa, podendo ser um dia ganho na frente sanitária, é um dia perdido na frente económica. Com vacinas ou sem elas, com passaportes imunitários ou não, o Wall Street Journal escrevia há dias que a crise das viagens pode ter vindo para ficar por bastante tempo, e que muita gente vai mesmo ficar sem emprego.

Segundo um grande inquérito da OMT, 50% dos agentes do setor não esperam qualquer normalidade antes de 2022. E a esmagadora maioria aposta que o turismo mundial não voltará a níveis pré-pandemia antes de 2023 ou 2024. A luz ao fundo do túnel está distante e é fraquinha.

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