• Especial por:
  • Filipe Santos Costa

Isto está a descambar: Sem vacina nem cura

Filipe Santos Costa assina a newsletter "Novo normal", e esta semana analisa a corrida mais louca do mundo, pela vacina contra a Covid-19, e o que está a ser feito, e a não ser feito, em Portugal.

Estamos num daqueles momentos em que, como no filme Match Point, a bola que ficou na rede tanto pode cair para um lado como para o outro. A vantagem, neste caso – refiro-me, obviamente, à pandemia da Covid-19 – é que não estamos dependentes da sorte, ao contrário do tenista do Woody Allen. Sabemos o que podemos e devemos fazer. Parece é que estamos fartos de o saber e de o fazer.

“O mundo está numa fase nova e perigosa. Muitas pessoas estão cansadas de estar em casa, mas o vírus ainda está a espalhar-se rapidamente. Os países estão compreensivelmente ansiosos para abrir as sociedades e economias. Mas o vírus espalha-se”, avisou o líder da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesu estava a falar da situação mundial (na quinta-feira houve um recorde de novos casos – acima de 150 mil infetados), mas podia estar a falar especificamente de Portugal. O Público escreve que há um mês que Lisboa (note-se: só a região de Lisboa) regista em média 250 novos casos por dia, e a ministra da Saúde assume que “estamos com dificuldade em quebrar as cadeias de transmissão”. Para ajudar, o Observador conta esta manhã que uma festa ilegal reuniu mil pessoas em Carcavelos, e só acabou quando chegou a PSP.

Prevenção e controlo são mesmo as únicas armas que existem. Não há vacina, nem há cura. Ou seja, estamos ​onde seria expectável estarmos, tendo em conta que se trata de um vírus conhecido há tão pouco tempo. Acenar com uma vacina milagrosa em poucos meses (“até ao fim do ano”, prometeu Trump) pode animar o ego de políticos e subir a cotação de farmacêuticas, mas a história das vacinas não foi escrita com capítulos rápidos. E, ainda que o arranque seja acelerado, como está a ser, fazer ensaios e dar escala à produção e distribuição global implica tempo.

Nunca a partilha de informação foi tão ampla na comunidade científica global. Desde janeiro, o número de papers sobre a Covid-19 duplicou a cada duas semanas. O facto de o vírus não revelar mutações significativas, também faz com que seja “um alvo fácil”.

Não quero com isto desanimá-lo. Há mesmo avanços promissores. Há esperança, desde logo, porque todos os investigadores do mundo que possam acrescentar alguma coisa a esta busca estão a trabalhar para isso. A OMS fala de um “grande e extraordinário empreendimento global de pesquisa”, com “esforços de colaboração e aceleração a uma escala nunca antes vista”. Nunca a partilha de informação foi tão ampla na comunidade científica global. Desde janeiro, o número de papers sobre a Covid-19 duplicou a cada duas semanas. O facto de o vírus não revelar mutações significativas, também faz com que seja “um alvo fácil”.

Por outro lado, provavelmente nunca a competição foi tão acesa. Pode parecer paradoxal, mas esse é outro fator de esperança, pois há uma motivação extra: a descoberta de medicamentos, ou da vacina, significará lucros astronómicos para quem lá chegar primeiro. E o dinheiro costuma ser um bom incentivo, sobretudo quando é muito. Neste caso, é mesmo muito.

A Corrida Mais Louca do Mundo

A corrida à vacina transformou-se na Corrida Mais Louca do Mundo. E está concorrida. Neste momento, de acordo com a informação reunida pela London School of Hygiene and Tropical Medicine, há 194 candidatos à descoberta da vacina. Há uma certeza: a grande maioria vai falhar. Da China aos Estados Unidos, passando pela Índia, Austrália ou Reino Unido, há universidades, grandes e pequenas, laboratórios independentes e gigantes da farmacêutica, a focar-se em de oito tipos diferentes de vacinas – desde o método “tradicional”, de inocular pessoas com o vírus, enfraquecido ou modificado, até a utilização de filamentos sintéticos de ARN obtidos a partir do material genético do vírus, ou o recurso a subunidades da proteína do vírus (mas não vou sequer tentar aprofundar estas questões, pois faria uma triste figura – tem aqui um bom guia, acessível a leigos como eu).

Esta tabela dá um bom panorama de todos os candidatos, divididos pelos tipos de abordagem que adotaram, e classificados de acordo com a fase da investigação em que cada um se encontra. Também pode ver aqui a informação reunida pela OMS, com dados um pouco mais modestos: contabiliza 141 candidatos.

Segundo a London School of Hygiene and Tropical Medicine, este é o estado da arte em relação aos processos mais avançados:


A grande maioria das investigações (177) está na fase inicial, mas 17 já estão em várias fases de ensaios clínicos, com testes em voluntários. O processo começa com testes em animais; na fase 1 a vacina é administrada a um pequeno grupo de pessoas, para testar a segurança, a dosagem, e o efeito estimulante no sistema imunitário; na fase 2 a vacina é administrada a centenas de pessoas, de várias idades; na fase 3 é testada a eficácia da vacina, que é administrada a milhares de voluntários, dos quais uns recebem a vacina e outros o placebo. Ainda nenhum dos candidatos chegou à última fase de ensaios antes do licenciamento (fase 3).

Como sempre acontece, o trabalho parte de investigações anteriores ou de medicamentos já existentes, para patologias tão diversas como SARS, ébola, malária, gripe, MERS, HIV, hepatite, rotavirus, zica, varíola ou vários tipos de cancro. Se tiver interesse, espreite aqui.

Tanto know-how, partilha de informação e dinheiro há de resultar numa vacina, certo? Sim, mas… ao fim de 40 anos, continua a não existir vacina para o HIV. À pergunta sobre o que sabemos sobre este vírus, de zero a dez, um professor de imunologia do Imperial College respondeu: “Cinco”. Nada mau, tendo em conta que há sete meses ele era desconhecido. Mas… “o que importa são os cinco que faltam”, atalhou Danny Altmann, neste artigo do Financial Times – uma boa leitura sobre o longo caminho para esta vacina (e este artigo é de acesso livre).

Negócio global, prioridade nacional

O candidato mais avançado, neste momento, é a Universidade de Oxford, que vai passar à fase 3, a última dos ensaios clínicos. A universidade inglesa, que está a trabalhar com a gigante AstraZeneca, já anunciou que espera ter uma vacina em dezembro. Na fase 2B estão o Beijing Institute of Biotechnology e a farmacêutica norte-americana Moderna. Os dados da OMS só reconhecem 13 candidatos como estando mais avançados nos ensaios clínicos. Dessa lista,

  • 4 são da China
  • 4 são dos EUA (Moderna; Sinovac; Novavax; Inovio Pharmaceuticals)
  • 2 são da União Europeia (BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer e CureVac)
  • 2 do Reino Unido (University of Oxford/AstraZeneca e Imperial College London)
  • 1 é da Rússia

Porquê a atenção à geografia? Porque, como escreveu o Financial Times, a Covid-19 alimentou uma nova vaga de nacionalismo, o nacionalismo das vacinas. E essa é, provavelmente, a maior ameaça ao avanço rápido da ciência, por causa da tentação de ver esta “competição” numa perspetiva “winner takes it all”. Cada país espera que seja uma empresa sua a descobrir a vacina, porque “a história mostrou-nos que em casos de crises de saúde pública, os países nacionalizaram os seus produtos”, diz Scott Gottfield, antigo líder da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA.

EUA e China comportam-se como numa nova guerra fria. “A corrida para desenvolver a vacina [da Covid-19] é como os EUA e a União Soviética a competir na corrida espacial”, dizia um analista citado pelo FT. Em maio, os serviços secretos norte-americanos anunciaram que estavam a investigar suspeitas de espionagem da China sobre laboratórios norte-americanos que estão a trabalhar na vacina.

Se é sempre assim, agora ainda mais. Como notou o New York Times, no pior momento para a emergência de nacionalismos, é esse o prato do dia. “Os Estados Unidos, uma potência científica sem rival, são dirigidos por um presidente que zomba abertamente da cooperação internacional, ao mesmo tempo que conduz uma guerra comercial global. A Índia, que produz enormes quantidades de medicamentos, é dirigida por um nacionalista hindu que intensificou o confronto com os vizinhos. A China, o maior produtor de equipamentos de proteção e medicamentos, está empenhada em restaurar a sua antiga glória imperial”.

EUA e China comportam-se como numa nova guerra fria. “A corrida para desenvolver a vacina [da Covid-19] é como os EUA e a União Soviética a competir na corrida espacial”, dizia um analista citado pelo FT. Em maio, os serviços secretos norte-americanos anunciaram que estavam a investigar suspeitas de espionagem da China sobre laboratórios norte-americanos que estão a trabalhar na vacina.

Há vidas em jogo, e há modos de vida em jogo. Também há muitos milhões em jogo. Cada anúncio de uma descoberta (por pequena que seja) tem reflexos nas bolsas. Houve um dia, em abril, em que o índice S&P500 subiu 2,7%, apenas porque a Gilead Sciences anunciou que o seu antiviral Remdesivir tinha bons resultados no tratamento de pacientes com Covid-19. Os benefícios, como depois se percebeu, são limitados (falo disso abaixo); mas os ganhos foram elevados. Quando, em maio, a Moderna anunciou que os resultados dos testes em oito humanos eram “encorajadores”, mesmo sem divulgar mais informação, as ações dispararam.

Europa sob pressão

Esta quarta-feira a Comissão Europeia pôs 2,7 mil milhões sobre a mesa para a compra antecipada da vacina que ainda não existe. A decisão visa assegurar a administração da vacina aos cidadãos da UE… quando ela existir. E este valor é só um início de conversa: visa fechar acordos com fabricantes para financiar parte dos custos com a investigação, sendo certo que não há garantias de resultado. Depois, quando existir mesmo vacina, caberá a cada país fazer as compras necessárias… e pagar as doses respetivas. (Esta é só uma parte do “bolo” financeiro que a UE poderá investir; há um mês, Bruxelas apontava para valores até €9,5 mil milhões). Mas “existe sempre o risco de que os candidatos que receberão o financiamento europeu fracassem nos ensaios clínicos”, reconhece uma fonte de Bruxelas citada no El Economista.

A UE tem pedido união, mas há iniciativas paralelas. Alemanha, França, Itália e Holanda assinaram um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para a distribuição de até 400 milhões de doses a preço de custo. A gigante britânica estará na pole position para uma vacina, aliada à Universidade de Oxford, e o acordo assinado com estes quatro países vale €750 milhões, segundo informações não confirmadas oficialmente. Os quatro países garantem que outros estados europeus podem associar-se, nas mesmas condições, mas a Holanda avisou que a distribuição da vacina será feita de acordo com a população, e não com a situação epidemiológica.

Para além deste projeto, as grandes economias da UE estão a garantir que a capacidade científica e industrial dos seus territórios resulte, antes de mais, em benefício próprio. A voracidade dos EUA na tentativa de assegurar a primazia junto de fabricantes europeus foi o clique para que alguns governos europeus se mexessem.

Lembra-se que em março houve um quase-incidente diplomático entre os EUA e a Alemanha porque a administração Trump terá tentado garantir para os Estados Unidos os direitos exclusivos sobre uma potencial vacina que está a ser investigada pela farmacêutica alemã CureVac? Na mesma altura, uma companhia chinesa ofereceu 133 milhões de dólares por uma posição no capital de outra marca alemã na corrida à vacina, a BioNTech. Em resposta, Merkel começou por criar barreiras à entrada de investidores não europeus em empresas alemãs do setor da saúde. Esta semana, o governo da chanceler foi mais longe: por €300 milhões, o Estado alemão assegurou 23% do capital da CureVac.

Sem garantir prioridade norte-americana em relação a potenciais descobertas europeias, a Casa Branca optou pela colaboração e financiamento de várias investigações. Donald Trump chamou Operation Warp Speed ao programa (típico: sendo Trump, não poderia ser nada aquém de velocidade warp, como nos filmes do Star Trek).

Em França foi semelhante. Há um mês o diretor-executivo do grupo Sanofi deu a entender que os EUA teriam tratamento preferencial caso a farmacêutica francesa conseguisse uma vacina. Caiu-lhe em cima o Eliseu e todo o orgulho gaulês. Esta quarta-feira, a Sanofi chegou a acordo com o governo francês, que vai investir €610 milhões de euros numa nova fábrica de produção de vacinas. Com isso, Macron assegura que a prioridade será mesmo francesa.

Sem garantir prioridade norte-americana em relação a potenciais descobertas europeias, a Casa Branca optou pela colaboração e financiamento de várias investigações. Donald Trump chamou Operation Warp Speed ao programa (típico: sendo Trump, não poderia ser nada aquém de velocidade warp, como nos filmes do Star Trek). Com o país entre o caos do corona virus e do lockdown – mais de 118 mil mortos, mais de 2,2 milhões de infetados; treze semanas consecutivas a contar mais de um milhão de novos desempregados por semana – e o caos dos protestos nas ruas, a preocupação do presidente-recandidato é o tempo. Precisa muito de uma vitória para apresentar ao eleitorado.

A operação Warp Speed é uma parceria público-privada com alguns dos melhores candidatos à vitória: Moderna, Johnson & Johnson, Merck, Pfizer e a atual camisola amarela, AstraZeneca/Universidade de Oxford. Se todas as companhias chegarem à fase 3 de testes, cerca de 150 mil pessoas estarão envolvidas nestes ensaios. O número de voluntários saudáveis que, com risco para a sua saúde, se têm chegado à frente como cobaias é impressionante. Com um dado extra: nunca os testes em humanos para uma vacina aconteceram tão pouco tempo após a descoberta do vírus.

À procura de curas… e de frascos de vidro

Enquanto não há vacina, a procura por uma cura ainda só está no início. O remdesivir, uma das drogas já autorizadas para o tratamento de doentes com Covid-19, garante um prazo mais curto de recuperação dos pacientes – um ganho, mas nada indica que aumente as hipótese de sobrevivência.

A notícia desta semana foi a dexametasona, um esteróide anti-inflamatório de baixo custo, conhecido desde os anos 50, que reduz em um terço a taxa de mortalidade dos pacientes ligados ao ventilador, e em um quinto a mortalidade dos pacientes a receber oxigénio. Uma boa notícia para os doentes em fim de linha, e com a vantagem de ser uma droga barata e acessível.

Só nos Estados Unidos, a FDA autorizou os ensaios de 72 terapias diferentes para a Covid-19. Uma delas, a mais famosa de todas, é a hidroxicloroquina, criada para combater a malária e que ganhou fama mundial promovida por Trump, que afirmou tê-la consumido preventivamente. Esta semana, a OMS suspendeu pela segunda vez os ensaios deste fármaco contra a Covid-19. Também um ensaio com medicamentos para combater o HIV teve resultados decepcionantes.

Entretanto, há outra crise no horizonte. Por estranho que pareça, é a crise dos frasquinhos de vidro. As doses de vacinas são acondicionadas em frascos de um tipo de vidro especial, com químicos que o tornam resistente a alterações de temperatura, mantendo a vacina estável. Dizem os produtores que já antes da pandemia havia uma produção insuficiente, porque a China estava a comprar grandes quantidades. Agora, com a indústria a apostar tudo na nova vacina, e os países a jogar pelo seguro também em relação à vacina da gripe, a produção mundial de frasco ampola vacinal não chega.

O Wall Street Journal conta que um dos maiores fabricantes mundiais de vidro para fins farmacêuticos, Schott AG, tem encomendas de mil milhões de unidades – o dobro do que conseguirá produzir este ano. E também há dúvidas em relação à produção de seringas em quantidade suficiente…

Portugal atrasado na corrida da outra vacina

A outra corrida à vacina – a da gripe – já começou. Neste caso não é preciso grandes dotes adivinhatórios: o Natal vem em dezembro, a gripe vem com o frio. E, com ela, pode vir a tempestade perfeita – uma nova vaga de Covid coincidindo com uma epidemia de gripe (a gripe espanhola, há um século, teve três vagas e a segunda foi a mais mortífera).

Desde o impacto da primeira vaga que este é o cenário mais temido pelas autoridades portuguesas. Daí que seja ainda mais estranho perceber que Portugal se atrasou a comprar a vacina para a gripe sazonal. A encomenda foi feita este mês, três meses depois de Itália e Espanha, por exemplo. Como todos os países temem o efeito de duas epidemias sobrepostas, estão a precaver-se encomendando mais do que é habitual – e os laboratórios não garantem capacidade de resposta. Pode faltar a vacina para a gripe.

Oxalá o estranho timing das autoridades portuguesas não seja tão grave como parece. Caso contrário, não haverá desculpas, nem justificações, nem boa-vontade, nem compreensão. Brace for impact.

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  • Filipe Santos Costa
  • Jornalista

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