A Investigação e a Inovação. O papel das Infraestruturas Tecnológicas

Não existem dúvidas que a Ciência e tecnologia, com origem na academia nacional, é competitiva e reconhecida a nível internacional e que os Gabinetes de Transferência de Tecnologia são essenciais.

As Infraestruturas Tecnológicas são pilares essenciais no aumento da intensidade tecnológica, da capacidade empreendedora e do crescimento económico do país e de territórios específicos. A estrutura organizacional, o conhecimento especializado e a proximidade às empresas e às instituições de ensino superior, colocam as infraestruturas tecnológicas numa posição privilegiada para promover a circulação e a transferência do conhecimento e da tecnologia. Assim, a Rede de Infraestruturas Tecnológicas Nacional tem um papel central na promoção da capacidade inovadora do país e das suas regiões e, portanto, da sua competitividade e do nível da qualidade de vida.

No contexto atual, o papel deste tipo de organizações é o de promoverem e facilitarem a valorização e transferência de conhecimento científico, por elas produzido ou produzido nos centros de saber, situados mais a montante no ciclo de inovação, para o mundo empresarial, gerando valor e impacto económico e social e podendo assumir um posicionamento mais ou menos abrangente no que se refere à cobertura do ciclo de inovação e uma especialização mais focada em determinadas famílias tecnológicas ou mais especializadas sectorialmente.

As infraestruturas tecnológicas contribuem para:

  • Fortalecimento da competitividade da economia e do sistema de inovação;
  • Aumento do sucesso e capacidade inovadora das empresas;
  • Aumento do sucesso financeiro das empresas;
  • Efeitos positivos sobre a economia e receitas fiscais.

Uma Infraestrutura Tecnológica é um ator do SNI – Sistema Nacional de Inovação Português, que atua no espaço de intermediação entre a produção do conhecimento e as empresas que o levam ao mercado, transformado em processos, serviços e/ou produtos, estratégias organizacionais e de marketing. Este tipo de estruturas apresenta como principais desafios:

  • Melhorar o desempenho da inovação das empresas, fortalecendo as suas capacidades tecnológicas e de gestão;
  • Estimular o surgimento de novas empresas em atividades intensivas em conhecimento;
  • Assegurar ligações mais fortes entre a ciência e a indústria;
  • Definir agendas desenvolvidas em conjunto sobre política de inovação;
  • Fomentar o recrutamento de investigadores por empresas;

É neste contexto, que surgem nas IES – Instituições do Ensino Superior, os GTT – Gabinetes de Transferência de Tecnologia. São estruturas juridicamente constituídas ou não, que respondem a uma falha de mercado, através do desenvolvimento de atividades de intermediação, entre a produção de conhecimento científico e os agentes económicos e sociais, públicos ou privados. Constituem-se como facilitadores da circulação do conhecimento e possibilitam a criação de externalidades económicas daí resultantes, como a valorização do conhecimento e o apoio à criação de novas empresas. Apresentam como missão, promover a transferência e valorização de conhecimento, através da proteção e da comercialização da propriedade intelectual; da interligação com o meio económico e social da região; da promoção do empreendedorismo e do desenvolvimento de competências empreendedoras.

É nas Instituições do Ensino Superior, nas Academias, que surge o conhecimento mais relevante, que é valorizado através de proteção, especialmente patentes, que têm um crescimento extraordinário em Portugal, e com a base necessária para ocorrer a vertente de transferência de conhecimento/tecnologia, para o meio económico para a geração de valor, de INOVAÇÃO, permitindo ainda a criação de empresas de base tecnológica – startups ou spinoffs.

Não existem dúvidas que a Ciência e tecnologia, com origem na academia nacional, é competitiva e reconhecida a nível internacional e que os Gabinetes de Transferência de Tecnologia são essenciais para a tradução do investimento em ciência e tecnologia em impacto económico e social. Importa assim, proteger o trabalho que este tipo de infraestruturas tem desenvolvido ao longo das últimas décadas, potenciando a sua atividade e possibilitando a criação de sinergias dinâmicas com as outras infraestruturas tecnológicas criadas, ou que têm vindo a ser criadas. Coloca-se então a questão: Será que este trabalho estruturado tem vindo a ser realizado?

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