A Transparência, um novo círculo de confiança

A Transparência já não pode ser vista como um fenómeno periférico. A sua necessidade é uma das grandes reivindicações do nosso tempo – talvez a reivindicação.

É com um sentimento de crescente entusiasmo, e saudável expectativa, que os portugueses tomam conhecimento dos trabalhos do Parlamento em torno de matérias relacionadas com a Transparência.

O Parlamento tomou a iniciativa, e ao fazê-lo soube escutar e satisfazer as aspirações e anseios da sociedade civil, procurando estabelecer um novo círculo de confiança, mais forte, duradouro, que reunisse, ‘tout court’, cidadãos, agentes dos diferentes quadrantes económicos e sociais, incluindo-os de uma forma mais cristalina e englobante no processo de pensar e elaborar as melhores leis e políticas públicas.

Em causa está a possibilidade de nova legislação, que reforçará, entre outras coisas, os perímetros de atuação da esfera pública e do setor privado, pautando as suas interações e tornando-as mais eficientes e benéficas para todos.

A Transparência já não pode ser vista como um fenómeno periférico. A sua necessidade é uma das grandes reivindicações do nosso tempo – talvez a reivindicação. Levou a que diferentes povos se unissem no desafio que lançam não apenas aos seus respetivos representantes políticos, mas a toda e a cada uma das sociedades democráticas do mundo. Bruxelas, Madrid, Londres, e os parlamentos de várias outras capitais já deram as suas respostas. Este mesmo ano, Portugal poderá conhecer a sua.

Se os trabalhos parlamentares conhecerem a fruição que todos desejam, a aprovação de novas regras permitirá que o acesso já constitucionalmente assegurado de todos (cidadãos, empresas, etc.) ao Decisor, seja dinamizado e aprofundado no seu elemento democrático. Igualmente importante, permitirá que esse acesso ocorra num contexto de percetibilidade da atuação de todas as partes envolvidas – algo valorizado inclusive pelas muitas empresas e organizações que hoje fundam a sua ética no princípio da transparência, bem como pelo investidor nacional e internacional.

Os cidadãos, as empresas e as organizações, têm um papel absolutamente determinante no processo de decisão. Quando devidamente equipados, quer dizer, por via da consultoria de assuntos públicos, fazem chegar aos decisores informações, dados, factos e por isso conhecimento, que de outro modo poderia ser desaproveitado pelos que estão eleitoralmente mandatados para decidir.

Deste saudável exercício – que em Portugal como noutros países todos desejam ver mais mapeado, delimitado e eficiente –, nascem vários predicados que nutrem e enraízam a árvore democrática no solo da vitalidade política e económica da nossa comunidade.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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