Agenda para o dia mais depressivo do ano

Chamam-lhe “Blue Monday” – o dia mais depressivo do ano e é já amanhã. Mas e se amanhã for o dia com mais esperança de 2021?

A 3ª segunda-feira de um novo ano é chamada de “Blue Monday”, ou seja, o dia mais depressivo do novo ano. O dia em que supostamente sentimos a pressão financeira depois do Natal, em que o inverno nos pesa, assim como nos pesamos e deprimimos com os quilos que ganhámos no último mês – nada cientificamente provado, mas que se convencionou desde 2005 e que até tem sido usado pelas marcas para ativar campanhas de otimismo. Este ano junta-se um novo confinamento e os números da pandemia que nos continuam a assustar e que nos deixam angustiados em relação ao futuro.

No regresso aos textos de domingo, deixo duas sugestões para contrariar o espírito que alegadamente teremos amanhã. Pelo resto da Europa também confinada, já arrancaram as semanas de moda como é tradição. E é interessante ver como a indústria se está a (RE)Inventar.

Nada como ver o THE (RE)SET, mais do a apresentação da coleção outono/inverno da Zegna, é uma forma documental de colocar aquilo que a marca chama de “(Re) tailoring the modern man”. Para quem como eu gosta do poder da imagem, não há um plano que não mereça atenção. E reflexão. Tudo é arquitetonicamente bonito e traz consigo novas definições para os conceitos de formal e luxo – num mundo diferente e em que se confundem os espaços casa-trabalho e o público-privado. Vale a pena ver os 15 minutos como uma experiência daquela que é uma nova realidade nas nossas vidas e a forma como uma Casa com história se (RE) inventa para este novo mundo.

A segunda sugestão vai para um projeto que anunciei aqui há cerca de um ano e que esta semana se concretiza. Em plena pandemia e em lockdown, uma das mais conceituadas trend forecaster Lidewij Edelkoort dava uma entrevista em que dizia que a Covid-19 significava uma página em branco nas nossas vidas, e nessa entrevista anunciava a criação do World Hope Forum. Menos de um ano depois, o projeto concretiza-se com um primeiro evento dia 23 de janeiro – “The Inauguration of Hope”.

O projeto nasceu em plena Pandemia, quando muitos de nós nos questionámos sobre como alterar comportamentos para um mundo pós-pandémico, como se lê no Manifesto: “The comfort of being at and working from home, wasting time instead of money, has led people away from their addiction to material things and into a realm of sharing, caring and making. Making food, making music, making love and making clothes and crafts have become the centre of life; learning the improvisation skills that ignite a more creative culture. Most people don’t want to go back to the same old society, and long to change their lives forever”.

A mudança para a Economia da Esperança – que coloca as pessoas à frente dos lucros, surge segundo a futurista num momento e contexto únicos: “By the end of this pandemic, as if after a war, only our buildings will remain standing and everything else will have changed. It is certain that many enterprises will be forced into a leaner way of producing goods and services, with some companies skipping production lines that are no longer considered vital, keeping today’s products for next year’s offering, and professing a more frugal business sense.”

Aproveite então esta segunda-feira, para se inscrever no Webinar desta nova plataforma para ideias e que vem contrabalançar os objetivos do World Economic Forum.

Amanhã pode ser o dia com mais esperança do ano.

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