And the Oscar Goes To… Os # da semana.

Entre os favoritos estão #CreativityForAll e o #AccidentalInfluencer.

Uma semana depois do evento que há muito se diz ser o intervalo mais caro do mundo, em termos de investimento publicitário – o SuperBowl, segue-se a cerimónia dos Óscares. Outro palco, outro território, mas a mesma força em termos de audiência e de esforço criativo por parte das marcas. Em vez do filme do ano, escolhemos uma das campanhas da semana. Ou neste caso, o hashtag que incentiva à criatividade, numa indústria que tal como a de Hollywood, precisa de boas ideias. Para se renovar e continuar a entreter como é um dos seus propósitos.

Na noite dos Óscares a Adobe mostra como a marca pode servir a criatividade de todos – através dos seus diferentes programas – e lança o #CreativityForAll. “We believe that everyone is creative. Creativity is not exclusive, or a special gift endowed only upon a lucky few. It belongs to everyone; it’s everywhere and ultimately, creativity is what connects us all. It doesn’t just open doors. It opens worlds. It transcends borders and lowers barriers, crosses divides and dimensions” diz a marca em forma de statement. E o filme traz a jovem Billie Eilish – que atua na cerimónia e que é a intérprete do tema principal do próximo 007, e pela música Pure Imagination de Gene Wilder, um clássico do Willy Wonka e a Fábrica do Chocolate.

Fora da corrida aos Óscares, mas também influente esta semana foi o #AccidentalInfluencer, o hashtag com que a Gucci nos quer pôr a ver a dobrar. A campanha fotografada pela mente criativa de Max Siedentopf acompanha o lançamento dos ténis 1977 – inspirados nos arquivos da marca, e brinca com a ideia de cópia e inspiração.

Entre o sonho e a nostalgia, entre o luxo, a modernidade e a exploração dum certo doppelganger, surgem nas fotografias diferentes pessoas, vestidas de igual, em circunstâncias comuns – ainda que numa coincidência quase surreal, um conceito que parte da ideia como se tudo fosse fotografado por acaso, por um fotografo amador – qualquer um de nós com o seu smartphone, que estava por perto, por acaso. Porque hoje podemos ser somos todos, acidentalmente influencers.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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