Ano novo, negócio novo

Vai começar um negócio neste início do ano novo? Procurarem o auxílio de quem trabalha diariamente apenas com o objetivo de apoiar novos projetos.

Com a entrada de um novo ano chegam também todas as decisões de ano novo. E se, em vez de decidir fazer dieta, ir mais ao ginásio, passar mais tempo com a família, deixar de fumar, ler mais e ver menos televisão, ou poupar mais, decidir começar um novo negócio?

Diria que a primeira coisa a fazer, depois de falar com os amigos e a família sobre ser este o ano que vai fazer aquilo que sempre quis fazer e transformar a sua ideia num negócio, importa procurar o auxílio de quem trabalha diariamente apenas com o objetivo de apoiar projetos a ter uma probabilidade ligeiramente superior de sucesso, ajudando os empreendedores a mitigar o risco da sua iniciativa.

Felizmente, hoje em dia, é fácil encontrar alguém que o ajude a dar os primeiros passos. Entre polos tecnológicos, incubadoras, programas de aceleração, concursos de empreendedorismo, concursos de ideias, eventos de reverse pitch, entre outras iniciativas, e sem esquecer os programas de apoio aos empreendedores, como startup voucher ou vale incubação, é fácil encontrar alguém disposto a ouvir e ajudar a dar os primeiros passos.

Não menos importante, e uma enorme mais valia para todos os empreendedores, sobretudo os de “primeira viagem”, é que no ecossistema já existem empreendedores que passaram pelo ciclo todo, experimentando tanto o sucesso como o insucesso. Regra geral, são pessoas que partilham facilmente a sua experiência.

Igualmente importante desde o início, é a gestão das expectativas do próprio empreendedor. Ouvimos falar diariamente de capital de risco e de investimento de milhões, mas este não tem que ser obrigatoriamente o nosso benchmark nem é necessariamente aquele que nos vai garantir ou assegurar a qualidade de vida que procuramos.

Se o nosso novo negócio for suportado pelas nossas competências, pela capacidade de prestar um determinado serviço e de garantir a satisfação e a proximidade aos nossos clientes, então o nosso caminho será o de sermos uma micro ou pequena e média empresa. Neste caso não vamos falar com investidores ou ser famosos, mas vamos criar emprego, pagar impostos e, se tudo correr bem, alcançar o estilo de vida desejado.

No entanto, se formos mais ambiciosos e considerarmos que existe uma oportunidade no mercado, ou que somos capazes de fazer melhor do que o actual state of the art, e se esta solução puder ser aplicada não só em Portugal mas também um pouco por todo o mundo, então posicionamo-nos para lançar uma startup. Neste caso, as receitas dificilmente serão imediatas, pois teremos que desenvolver a solução e, tendo em conta a dificuldade em conseguir investimento em early stage em Portugal, é provável eu seja necessário dispor de umas largas poupanças que permitam pelo menos um ano de investimento no desenvolvimento da solução, seja em pessoas e / ou tecnologia.

Não menos importante que procurar apoio desde o primeiro momento e ter as expectativas devidamente enquadradas, o estado de alma de um empreendedor facilmente passa da euforia à depressão, sendo muito importante não ficar demasiado preso à ideia inicial. Uma ideia e uma visão marcam o início de um processo, mas é a implementação no mercado que vai determinar o seu resultado final, sendo que não é um caminho em linha reta e em que se conheça, à partida, onde é a linha de meta.

Àqueles que se comprometem e começam um novo negócio no início de um novo ano, e que provavelmente terão mais dificuldades em ser bem-sucedidos nas outras decisões normais desta época, resta-nos desejar um Bom Ano!

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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