Arte. Comércio e Luxo. O Futuro do Co-Branding?

A anunciada e inesperada colaboração entre a Sotheby’s e a espanhola Loewe, já se diz que aponta o futuro das parcerias entre marcas.

Há muito que se questiona como será o futuro das parcerias entre marcas, sendo que há sempre a teoria de que uma pode ganhar sempre mais na associação, do que a outra. Entre quem estuda o futuro, já se fala na recente parceria entre a espanhola Loewe e a Sotheby’s como o “next step” na relação entre marcas.

Para o novo leilão com impressionistas, arte moderna e contemporânea em Nova Iorque, as duas marcas criaram uma coleção também em leilão, tendo por base artesanato e design, como é assinatura da marca espanhola, e a customização de três artistas internacionais. São eles o japonês ARKO, o chinês Min Chen e o espanhol Laia Arqueros, sendo que os três cumprem o novo propósito da Loewe upcycling initiatives, ao usarem restos de materiais de coleções anteriores.

Assim, a coleção é apresentada ao lado de obras de Claude Monet, Jean-Michel Basquiat, Paul Cezanne, Willem de Kooning, Roy Lichtenstein, entre outros. O interessante, já se escreve, é esta mistura da criação de artistas contemporâneos com alguns dos maiores nomes da arte, questionando-se se está aqui uma tendência que irá ganhar importância a nível internacional e inspirar outras colaborações. Ao posicionar um Monet ao lado de um peça artesanal assinada por um novo artista e com o logo da Loewe, terá a Sotheby’s descoberto uma nova forma de chegar, por exemplo, ao mercado chinês, o maior mercado de luxo mundial e ávido por novas experiências que juntem o luxo à cultura?

Como em quase tudo, o luxo também está a mudar, assim como a moda e as parcerias, que se acredita que deverão ser cada vez mais surpreendentes, com entretenimento e comerciais. E até digitais. Num movimento sem precedente, a Sotheby’s colocou sete das peças desta colaboração em venda direta no seu Buy Now online Marketplace, com o objetivo de chegar aos novos consumidores de luxo que investem mais na compra online do que na física. E aqui claro, estão em primeiro lugar e mais uma vez, os chineses.

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