Autênticos ou Cyber Cynics?

Há filósofos à procura do sentido de autenticidade. Há trends researchers a estudar os Cyber Cynics. E estudos que falam na sobrevivência do Influencer Marketing com a questão de autenticidade.

É curioso quando na mesma semana, ainda que em circunstâncias e em lugares muito diferentes, se cruzam entre conversas, conceitos que dão que pensar. Há filósofos à procura na sociedade, do atual sentido de autenticidade. trends researchers a estudar os comportamentos, o perfil e a procurar antecipar as motivações e as prioridades dos Cyber Cynics. E há estudos que nos dizem que a sobrevivência do Influencer Marketing está na capacidade de – marcas e influenciadores – se manterem autênticos, ainda que sejam uma voz e tenham mensagens para os Cyber Cynics.

Gilles Lipovetsky diria talvez que quando o virtual cresce, também cresce a atração e a sedução – essa palavra que tanto gosta de usar – pelo real. E talvez seja esse o ponto de encontro de todas as conversas da semana. Pelo menos um dos pontos.

A Geração Z – os Cyber Cynics, estão aí e com uma visão cínica da vida. Depois do otimismo característico dos Millennials, chegou a vez do cinismo. As duas gerações são nativas digitais, cresceram entre redes sociais e comunidades online, mas os Z’s isolam-se mais na interação social, acham que não vale tudo, que nem tudo merece ser partilhado, apostando numa maior curadoria de conteúdos e em canais privados de conversa como o WhatsApp. E sim, também no mundo real. O tal mais autêntico.

Os Z’s, nascidos entre 1990 até o início do ano 2010, são aqueles que vão voltar a ter vontade de criar comunidades mais autênticas e reais. E sim, “teens are going off screens”. Da ansiedade causada pelo scroll, pelas notificações e pelos likes, estão à procura de um refúgio para lá do ecrã (JOMO is cool again). A análise é feita num estudo alemão, que chegou à conclusão de que esta geração está a construir hábitos digitais mais saudáveis.

Das atuais 3h20 que passam, por dia, em frente a ecrãs, os jovens que participaram no estudo, admitem que 2h30 será o tempo ideal, demonstrando o desejo de cortar nos hábitos digitais. E entre os inquiridos, 70% admite que quer passar mais tempo em contacto com a natureza, numa altura em que já começam a surgir app’s como a Forest, uma app que ajuda a ganhar foco e a estar mais tempo longe do smartphone, sendo que esse tempo é convertido na plantação e crescimento de árvores (tal como num jogo).

Se no caso dos influencers a estratégia para continuarem relevantes passará pela capacidade de se manterem autênticos online e offline, os testemunhos destes novos consumidores chegam cheios de oportunidades e desafios para as marcas que estão a aumentar os investimentos no influencer marketing: como podem continuar a ser autênticas, com capacidade de influenciar e conquistar uma nova geração que vai viver para além do ecrã?

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