Banca está empenhada em apoiar economia

O sector bancário está empenhado e disponível para apoiar empresas e famílias, mas dos apoios que venham a ser concedidos não pode resultar uma deterioração da situação prudencial dos bancos.

Vivemos tempos de exceção, que exigem cabeça fria e coração quente. Esta crise é, de facto, diferente. Junta ansiedade, medo e preocupação em relação à saúde, mas também à situação financeira de cidadãos e empresas e à situação económica e social do país.

A profundidade e duração da pandemia ditarão a extensão da recessão económica global que está a desenvolver-se. A crise afetará todos, mas os seus efeitos serão assimétricos, com uns a serem muito mais atingidos que outros. A esperança tem de prevalecer.

Os médicos, enfermeiros, auxiliares e voluntários dão tudo de si para salvar os outros. São os nossos heróis. Também todos aqueles que asseguram o fornecimento de serviços e bens essenciais merecem o nosso reconhecimento.

Os governantes procuram soluções para minorar os efeitos da crise, neste contexto deveras singular. Aguardam-se das autoridades internacionais, europeias e nacionais mais medidas e planos à dimensão desta tormenta.

Com sentido de responsabilidade, os cidadãos estão a contribuir para conter a propagação da doença. Muitos já com redução dos seus rendimentos.

As empresas já começam a ser atingidas, com muitas a ter de suspender a atividade, mas esmeram-se na busca de saídas e clamam por apoios para sobreviver e poder, logo que possível, relançar-se em força.

É neste quadro que se coloca o papel dos bancos, que não são imunes à crise e têm ainda muitos desafios de várias índoles pela frente, mas são absolutamente indispensáveis para atenuar as dificuldades do presente e apoiar a recuperação que se seguirá.

A banca nacional, hoje mais robusta e capitalizada, está decididamente empenhada em contribuir para fazer face aos desafios e impactos provocados por esta pandemia.

Cientes que o atual contexto que vivemos reclama a adoção de medidas excecionais, a Associação Portuguesa de Bancos tem vindo, nas últimas semanas, a desenvolver contactos com as autoridades públicas, nacionais e europeias, com vista à tomada de soluções e medidas que permitam mitigar os impactos económicos e sociais da atual situação de crise.

O sector bancário está totalmente empenhado e disponível para apoiar empresas e famílias neste momento profundamente desafiante. Mas importa igualmente assegurar que dos apoios que venham a ser concedidos não resulta uma deterioração da situação prudencial dos bancos, a bem da estabilidade financeira.

Sem prejuízo das soluções mais globais que esperamos venham a ser adotadas a breve prazo — e não cabendo à Associação Portuguesa de Bancos tomar diretamente quaisquer medidas que, ainda que motivadas por imperativos de ordem social, sejam do foro banco/cliente –, não podemos deixar de sublinhar que os bancos têm vindo a apresentar, individualmente, medidas de apoio às empresas e aos particulares que passam não só pela disponibilização de linhas de crédito como também pela isenção de várias comissões, nomeadamente as que estão relacionadas com a utilização dos canais digitais ou com os meios de pagamento.

A banca está a dizer presente nesta hora difícil.

Os que trabalham na banca, desde os administradores aos empregados bancários, tudo farão para continuar a servir Portugal e os portugueses com genuíno sentido de responsabilidade social.

Nesta hora, é importante confiar que todos, incluindo os bancos, lutam contra um inimigo comum: este vírus e as suas sequelas.

Nota: Por opção própria, o autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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António Costa

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