Connect. Imagine. Create.

Tem sido uma espécie de mantra diário no meu Instagram. O “espaço” dentro do novo espaço a que estamos confinados, para falar de imaginação e criação. Num tempo em que a coragem é sinal de beleza.

Chamei-lhes Ecoolhunter Talks goes digital. Conversas quase diárias com amigos, especialistas desta ou daquela área, trends forecasters, mas acima de tudo pessoas com imaginação e que numa conversa, mais ou menos descontraída e em direto, nos contam como estão a usar a imaginação em tempos de Cóvid-19 e como é criar dentro dos 100 metros quadrados em que hoje vivemos. Ao mantra junto agora o inspirar. São conversas para nos inspirar e, quem sabe, ajudar a procurar caminhos possíveis e futuros, porque estes dias que vivemos irão passar…

Muitos Key Opinion Leaders defendem que, durante uma pandemia, as marcas não devem ficar em silêncio. Eu acrescento, que por estes dias, o mais difícil é encontrar o tom certo. Como escrevia Per Pedersen, um nome grande da indústria criativa, nas suas redes sociais, “as creatives we have a duty to offer our best ideas to find solutions to the world’s biggest problems. Covid19 just made this commitment even more urgent”. E em boa verdade temos visto equipas criativas, nacionais e internacionais, a trabalhar com os seus clientes e com essa urgência que se pede, em campanhas que “loaded with empathy are contributing to getting the world back on track”.

Por cá, seguindo o meu mantra tenho estado em contacto com CEO e diretores criativos de algumas agências e sente-se esse sentimento de dever de criar soluções criativas que nos ajudem a viver melhor, um dia de cada vez, e sente-se a urgência em encontrar soluções. E as marcas não querer ficar em silêncio, vemos cada uma a procurar o seu tom, o tom que acreditam ser o certo – porque tudo é novo – para nós e para elas, sem caírem na chamada “hero trap”.

Ligadas aos consumidores, com imaginação e criatividade, vemos acima de tudo que se voltaram para um tom de bondade com a intenção de dar algum conforto, a mostrar como podem fazer a diferença em tempos de incerteza e à medida a que assistimos a mudanças na economia global. “That’s what friends are for” … porque a nossa relação, enquanto consumidores, com as marcas, é um pouco como nos casamentos, na saúde e na doença…

E vou escolher apenas uma. Porque são muitas as campanhas que podia destacar. A que nos diz que a coragem é bonita. Apenas a parte visível de uma campanha maior que a Dove, dentro do seu movimento #carefromDove, tem em curso com a entrega de produtos a quem está na linha da frente no combate à doença ou a populações carenciadas, para além de alguns milhões de dólares investidos pela Unilever em equipamentos médicos.

Sim. “Courage is Beautiful”.

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A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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