Crónica no país da manhãpremium

Janeiro é mês de campanha eleitoral. Com os votos do vírus a oscilarem no pêndulo da abstenção e da fragmentação, a verdade democrática está no fio da navalha com o rastilho esticado.

É um começo de ano em roda livre. Esgotado o champanhe, as festas escapistas, o desejo sentimental da “normalidade”, não fica nada para além de um feriado morto no meio de um País parado. Não, não é preciso descansar ou aliviar a tensão dos dias passados. Veste-se o fato de ir ver a Deus e percorrem-se as avenidas cheias de um vazio insuportável. Os portugueses, em bom rigor a Europa inteira, anseiam pelo espectáculo barroco do fogo-de-artifício, pela explosão do champanhe, pelos passeios aos quadradinhos, pelos presépios vivos victorianos, pela evasão dos telescópios. Hoje, vive-se em plena regressão civilizacional no meio do progresso dos costumes, uma civilização hedonista, consumista, fútil, acomodada aos prazeres ingénuos da felicidade. E se ser feliz é viver sem medo, sem incerteza,

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