Do “Retailtainment” ao “Shoppertainment”

Se uma não é propriamente nova, a outra tendência cresce particularmente na China. E por cá, o que esperar do futuro do retalho?

Apetece dizer: Go Big or Go Home. Uma expressão que costumo usar nas redes sociais, porque a verdade é que, ou se consegue impressionar o consumidor ou facilmente se perde a sua atenção. Ou por outras palavras, o retalho que não tiver capacidade de se (RE) Adaptar aos novos tempos, está morto.

O termo Retailtainment não é propriamente novo, ligado ao marketing das experiências, tem sido falado desde 1999, com a introdução do som, dos ambientes, das emoções como forma de criar no consumidor o mood certo para a compra. É agora ressuscitado, como uma forma de ressuscitar também o retalho físico e prepará-lo para o desconfinamento. Ou seja, desafia novamente as marcas e empresas a repensarem os seus negócios, de acordo com aquelas que serão as novas expectativas dos consumidores no regresso às lojas. Será suficiente um bom serviço e variedade de produto? Ou vamos querer uma experiência totalmente nova e que não se consiga viver online? Entre os futuristas já há quem diga, que quem não adotar soluções verdadeiramente tecnológicas na experiência física, irá desaparecer. O desafio é hoje entender ou recontextualizar o significado de “Sell to me but entertain me.”

Na mesma semana em que a expressão que junta o entretenimento ao retalho volta às notícias, também é notícia o crescimento do “Shoppertainment”, e neste caso apontado como “the next big thing” na Europa, tal como já o é na China.

O Estudo é do gigante chinês AliExpress e mais do que questionar, diz que os consumidores europeus estão prontos para seguir os comportamentos dos chineses nos novos formatos de compra online, do livestreaming ao mobile retail. A compra com entretenimento surge assim com experiências interativas e até de gaming, a chamada nova fronteira para o e-commerce.

Mais uma vez, a Pandemia foi o acelerador dessa alteração de comportamentos, reforçando o estudo que dois terços dos consumidores (França, Polónia, Espanha e Reino Unido) afirma comprar mais online e 70% diz mesmo que estão particularmente interessados no “shoppertainment” – por exemplo eventos em livestreaming com conteúdos, com informação, com experiências e apresentados por alguém que admirem.

E neste novo contexto o mesmo estudo aponta para uma nova categoria de consumidores os – “online always”, que representam quase de 20% dos inquiridos e que afirmam comprar de forma espontânea quando um produto lhes é apresentado por um influencer que gostem. 23 minutos dos seus dias são passados à procura de produtos apresentados em livestreaming…diria uma janela de tempo interessante para as marcas os conseguirem seduzir. É isso ou go home.

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