Fatores críticos de sucesso da tua startup

  • Paulo Bandeira e Francisco Martins Caetano
  • 3 Abril 2017

Quando se empreende e se constrói uma empresa, um produto ou um conceito de raiz, há duas coisas que os empreendedores têm por certo.

A primeira é que trabalharão no desenvolvimento dia e noite, sete dias por semana, e a segunda é que a probabilidade de tudo falhar é muito maior que a de serem bem-sucedidos.

É por isso fundamental que na construção do produto ou conceito os empreendedores validem criticamente o que estão a construir, como o estão a fazer, quando o fazem e com quem.

Esta validação passa pelo questionamento crítico permanente do que são os fatores de sucesso da startup ou do produto e estes são:

  • Que necessidade o produto satisfaz?

Os consumidores pretendem/compram produtos que satisfaçam algum tipo de necessidade. Esse é o fator crítico para a criatividade e inovação em qualquer empresa. Se o produto não satisfizer uma necessidade específica, dificilmente será aceite e comercializável e nunca será um produto viável.

  • Time to market

Quanto tempo demora o produto a chegar ao mercado?

Um produto necessário e apto a satisfazer uma necessidade de hoje que demore 2 anos a chegar ao mercado é um produto (provavelmente) morto pela concorrência (que chegará primeiro) ou pelo próprio mercado (a necessidade pode deixar de existir).

Hoje em dia tão importante quanto o produto ser excelente é o produto chegar ao mercado rapidamente. A startup que consegue entrar primeiro no mercado tem uma vantagem competitiva brutal sobre todas as outras que estão a desenvolver produtos semelhantes (sim, acreditem que há muitas outras a tentarem desenvolver o mesmo produto ou idênticos), mesmo que estes últimos possam ser muito melhores.

  • Oportunidade

Avaliem porque é que o produto é oportuno. Testem o mercado. Há produtos fantásticos que inicialmente são um fracasso porque chegaram ao mercado cedo demais ou com a abordagem incorreta.

Vejam a Nespresso. O que é um conceito absolutamente vencedor nas casas de muitos de nós foi durante dez anos um fracasso porque a abordagem comercial começou por visar as empresas. Só quando as equipas comerciais descobriram que o problema que o produto resolvia (a sujidade que o pó de café produz) era um problema em nossas casas e não nas empresas (onde há alguém que limpa por nós) é que perceberam quem estava disposto a pagar pelo produto.

Tentem perceber se o mercado em que atuam está maduro o suficiente para o receber. Um produto fantástico num mercado que está um passo atrás em maturidade não vai ser percebido pela oportunidade que gera e fracassará. Se assim for, procurem outro mercado. Ele existe certamente.

  • Adaptabilidade

O vosso produto e oferta são adaptáveis? Um produto desenvolvido com um determinado intuito pode fracassar por muitos fatores. Como na natureza, não são necessariamente os mais fortes que prevalecem, mas os que se adaptam melhor. Quantas vezes uma startup cria um produto com um determinado propósito para um determinado mercado, mas o seu insucesso nesse mercado a obriga a adaptar o produto e a abordar um mercado diferente.

Vejam o exemplo da Watgrid que começou a desenvolver um produto de monitorização de perdas de água em redes públicas, mas rapidamente perceberam que as resistências à utilização da solução criariam um problema à sua sustentabilidade. Resultado: utilizaram os sensores e a tecnologia desenvolvidos em medições de parâmetros de maturação do processo vínico.

Por vezes são os obstáculos que nos põem no caminho certo.

  • Solidez das equipas

Avaliem se a equipa tem os perfis corretos. Muitas vezes as startups falham porque as equipas são desequilibradas. Avaliem as competências técnicas e funcionais, mas também emocionais dos elementos da equipa. Esta avaliação franca de um eventual problema pode muita vezes ser a chave crítica do sucesso da startup.

O desafio de uma startup é este: construir uma equipa equilibrada e coesa, capaz de desenvolver um produto que satisfaça uma necessidade real do mercado, com um time to market muito curto e que atinja o mercado no estado ideal de maturação.
A startup que conseguir dominar estes fatores críticos será bem-sucedida com certeza.

  • Paulo Bandeira
  • Francisco Martins Caetano

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Fatores críticos de sucesso da tua startup

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião