Hyper-urgency. E o future do e-commerce.

Comprar à mesma velocidade a que se move a cultura. Só agora descobri, confesso, o NTWRK

Muito se escreve sobre o retalho. Sobre a compra física ou no digital. Sobre o Phygital. Mas e se acrescentarmos o entretenimento? É esse o projeto NTWRK, empresa que cria conteúdos de entretenimento com grandes nomes da pop culture, e que através da app se pode comprar ténis, streetwear ou qualquer outro produto que vemos em cada episódio. E no momento.

A cultura está sempre em movimento e a ideia passa por poder comprar ao mesmo ritmo. Numa entrevista recente o CEO Aaron Levant, aponta este hyper-urgency como a “fórmula futura de compra”.

E a fórmula parece estar a funcionar. De um a dois novos episódios que produzem por semana, a marca quer começar a produzir no mínimo três, em particular com categorias como os Sneakers e o streetwear, as que mais crescem, quer em termos de audiência quer em termos de procura, por parte das marcas. Segue-se o interesse pelo gaming e, em breve, prometem entrar no segmento da beleza, com novas séries em vídeo.

A estratégia assenta se quisermos em influenciadores da tal cultura pop alinhados com a cultura da marca, mas também numa curadoria de produtos, de forma a que cada “produto-protagonista” seja meaningful. E claro, na interação que se cria com a audiência através do formato entretenimento.

A NTWRK apresenta-se como uma plataforma de e-commerce em vídeo. Foi lançada em 2018, funciona através de app e os vídeos que lança só podem ser vistos Live e apresentam produtos, lançamentos exclusivos ou coleções cápsula, através de estrelas do desporto, do cinema, da música e até do design. E claro, influencers. Uma janela de compra que se abre de 15 a 20 minutos de vídeo em direto, tempo em que se pode comprar os produtos protagonistas. Perde-se o episódio, perde-se a oportunidade de compra.

E é essa exclusividade, essa hyper-urgency como lhe chamam, a experiência de que se quer fazer parte de um momento irrepetível, o storytelling que vem com o entretenimento, que fazem deste um canal interessante para as marcas. Para já nos Estados Unidos e na China. Depois da televisão, onde já existiam experiências semelhantes, até em Portugal, este é um projeto virado para as novas gerações – Millennials e Z’s, mobile first, e no portefólio já tem marcas como a Nike, a Apple e Beats by Dre.

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