INCoDe.2030: Visão para um Portugal Digital

  • Céu Carvalho
  • 21 Março 2018

Até 2030, Portugal pretende posicionar-se no topo dos países europeus em matéria de competências digitais, tendo por matriz orientadora a Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030.

O paradigma da Era Digital exige aos diversos agentes económicos a definição de novas estratégias de crescimento e especialização, em face da rápida transformação tecnológica e digital nos mercados e nos modelos de negócio e que tem vindo a reconfigurar a economia mundial.

Ciente desta realidade, o Governo Português destaca as competências digitais como um dos principais drivers de crescimento do País. Portugal, em 2017, assumiu uma posição mediana em matéria de competências digitais na Europa, ocupando a 15ª posição no índice europeu Digital Economy & Society, que afere a performance digital dos vários Estados-membro.

Neste contexto, foi recentemente aprovada, em Conselho de Ministros, a “Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030, Portugal INCoDe.2030” (“INCoDe.2030”) que, alinhada à iniciativa “Indústria 4.0 – Estratégia Nacional para a Digitalização da Economia”, visa conferir a Portugal um lugar de destaque no seio da União Europeia em matéria de competências digitais, no período 2017-2030.

Enquanto acção integrada que envolverá a intervenção de diferentes áreas de política pública e da sociedade civil, a Portugal INCoDe.2030 pretende dar resposta a três grandes desafios:

  • Generalizar a literacia digital, com vista ao exercício pleno de cidadania e à inclusão numa sociedade com interacções cada vez mais desmaterializadas;
  • Estimular a empregabilidade e a capacitação e especialização profissional em tecnologias e aplicações digitais, de modo a responder à crescente procura do mercado e a promover a qualificação do emprego numa economia de maior valor acrescentado;
  • Elevar e garantir uma forte participação nacional nas redes internacionais de Investigação e Desenvolvimento (“I&D”) e de produção de novos conhecimentos em todas as áreas associadas à revolução digital.

Para o efeito, a concretização desta Iniciativa estruturar-se-á em cinco eixos essenciais:

  1. Inclusão – Assegurar a generalização do acesso equitativo às tecnologias digitais a toda a população, para obtenção de informação, comunicação e interacção;
  2. Educação – Assegurar a formação das camadas mais jovens da população através do estímulo e reforço nos domínios da literacia digital e das competências digitais em todos os ciclos de ensino e de aprendizagem ao longo da vida;
  3. Qualificação – Capacitar profissionalmente a população activa, dotando-a dos conhecimentos necessários à integração num mercado de trabalho que depende crescentemente de competências digitais;
  4. Especialização – Promover a especialização em tecnologias digitais e aplicações para a qualificação do emprego e a criação de maior valor acrescentado na economia;
  5. Investigação – Garantir as condições para a produção de novos conhecimentos e a participação activa em redes e programas internacionais de I&D.

A prossecução das medidas previstas no âmbito desta Iniciativa resultarão da cooperação entre organismos públicos e privados, tendo sido determinado que, em termos de apoio financeiro, esta Iniciativa será enquadrada no Programa Portugal 2020. Pretende-se, assim, disseminar estratégias digitais alinhadas para o futuro e impulsionar realidades emergentes.

As temáticas endereçadas na Portugal INCoDe.2030 assumem, inequivocamente, um carácter crítico para a sustentabilidade e crescimento das empresas num contexto de tecnologia avançada, sendo o domínio digital reconhecido pela União Europeia como um vector estratégico de valorização da economia e dos países europeus. Esta Iniciativa irá, certamente, direccionar os apoios futuros e deverá influenciar a estruturação do próximo Quadro Comunitário.

Nota: A autora escreve segundo a ortografia anterior ao acordo de 1990.

  • Céu Carvalho
  • Partner da KPMG

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

INCoDe.2030: Visão para um Portugal Digital

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião