Inovação 360ºpremium

A economia global faz parte do paradigma de todas as organizações e é nela que encontramos a inovação.

A Inovação está assente em diferentes pilares, que proporcionam que a mesma ocorra de forma contínua e sistémica, num contexto natural e não forçado. Os pilares são em primeiro lugar a Cultura da organização, a Estratégia que é definida, como fazemos o Planeamento da estratégia definida e o Processo de inovação que implementamos. Assim, surge o I&D+I a funcionar em pleno e não temos que esperar, alguma crise para sentir a necessidade de inovar; que uma Universidade entre portas dentro e nos desafie a inovar!

Portugal apresenta um conjunto de inovações preconizadas por um diferente conjunto de entidades, que na maior parte dos casos faz parte dos case studies, que surgem nos workshops, nas Universidades, nos livros. Mas será que estas inovações surgem de uma estratégia criada pela organização, assente numa cultura que propiciou a criatividade, a geração de ideias que conduziram a uma melhoria ou a algo novo?

O desafio para Portugal na próxima década passa por conseguir criar uma “Inovação 360º”. O facto de em muitas organizações implementarmos melhorias incrementais, apesar de parecerem pequenas coisas, vale sempre a pena o esforço. Surge uma dinâmica, um esforço direcionado para algum propósito, um conjunto de lições apreendidas. A lâmpada de Edison pode ter sido um momento-chave na história da iluminação, mas foi a melhoria incremental, passo a passo que reduziu o custo e a qualidade até ao ponto em que se tornou um item doméstico.

Existem 3 fatores críticos para existir geração de valor e desta forma conseguirmos alcançar INOVAÇÃO: a gestão de ideias, a gestão do conhecimento e a gestão de projetos. Importa criar projetos, mais ou menos robustos, mais ou menos estruturados, que agilizem o processo criativo e permitam utilizar conhecimento ou gerar novo conhecimento, que permita o alcance de resultados com impacto na sociedade sobretudo económico ou social. As organizações necessitam de apresentar capacidades e competências para a gestão destas três dinâmicas e para isso precisam sobretudo de recursos: humanos, financeiros, tempo, etc.

Neste contexto, surgem quatro boas práticas essenciais para existir uma estratégia de inovação:

  1. Comunicação, que permita que uma equipa utilize os vários recursos da forma mais eficaz e eficiente;
  2. Trabalho em equipa, que valorize as capacidades e competências de diferentes pessoas e promova de uma forma mais célere a utilização dos vários recursos;
  3. Registos, para que toda a estratégia, objetivos, ações, atividades, resultados e demais de relevante fique devidamente escrito, facilitando o processo de comunicação e o trabalho em equipa;
  4. Mentalidade aberta, permitindo que não existam impedimentos a um contexto propício à geração de valor;

Temos de sistematizar o processo inovação, para que ele exista, e não pare, esteja sempre em movimento. E assim aquilo que é a inovação 360º é algo que é dinâmico, que está sempre a funcionar, que se torna assim sustentável! Sustentável para a nossa organização, porque estamos sempre a gerar inovações: de produto, processo, organizacional e marketing. E não esquecer que cada um dos projetos que gere ou não Inovação, gera sempre lições apreendidas e temos que as conhecer, temos que as utilizar; isto é claro se elas foram disseminadas.

A economia global faz parte do paradigma de todas as organizações e é nela que encontramos a inovação. Se por um lado a economia global nos trouxe um conjunto enorme de desafios, por outro lado, trouxe-nos um conjunto enorme de ferramentas e oportunidades para inovar. Desta forma, a inovação 360º, enquadrada naquilo que é o nosso modelo de interação em cadeia, transformou-se numa necessidade cada vez mais proeminente para continuarmos a existir

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