Ministro passageiropremium

A invocação da condição de “passageiro” é tão ridícula como lesiva do bom nome do Estado, da boa-fé democrática, do carácter dos servidores da República.

O acidente aconteceu na A6 no mês 6 e demorou 6 meses para se conhecer a acusação – 666 é o “número da Besta”, a marca do Diabo político à solta a 163Km/h nas auto-estradas de Portugal. Um cidadão português anónimo morreu numa vala comum entre duas faixas de rodagem e o Ministro e o seu Governo fizeram um silêncio sepulcral. O desprezo arrogante com que o Governo tratou este caso é uma ofensa a todos os portugueses e representa a estima democrática que atinge toda a Nação não Socialista. Veja-se o contraste insuportável com a solidariedade fraternal entre o Primeiro-Ministro e o Ministro da Administração Interna. Afinal parece que há cidadãos menores, descartáveis, miseráveis, dispensáveis dos cálculos políticos de conveniência. Uma lição a reter sobre a visão do Estado nesta ocasião

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