O Porto está em Revolução. E ainda poucos sabem…

Há um ano quando a conheci o projeto estava no segredo dos deuses. Lisa Lang, uma das 50 mulheres mais influentes na tecnologia europeia segundo a Forbes, chegou com vontade de criar uma revolução.

Há um ano quando a conheci o projeto estava no segredo dos deuses. Lisa Lang, uma das 50 mulheres mais influentes na tecnologia europeia segundo a Forbes e membro de advisory boards em indústrias criativas e no da Inteligência Artificial da Comissão Europeia, chegou ao Porto com vontade de criar uma revolução. O primeiro passo está dado e foi revelado esta semana.

A empresa portuguesa que criou chama-se OFundamentO (FNDMT) e tem como missão juntar a tecnologia ao design e fazer acontecer novos produtos. Tendo em conta dois dos principais temas que hoje tocam a indústria e o futuro da moda: a digitalização e a sustentabilidade.

E porque o Porto? Porque foi ali que encontrou uma indústria têxtil tradicional com potencial de revolucionar os seus processos. Lisa Lang juntou-lhe o seu skill, a tecnologia. E de forma simplista digamos que acrescentou ao processo novos softwares digitais que trazem um novo mundo de oportunidades. Um projeto que de simples tem pouco…

A revolução está em marcha. E ainda poucos sabem…A verdade é que no Porto, já se está a usar linguagem de programação precisamente para programar, por exemplo, máquinas de tricotar e desenvolve com designers novos produtos extremamente personalizados e mais sustentáveis.

O Knitting Project é o primeiro projeto comunitário da OFundamentO, reúne artistas, nomeadamente a pintora portuense Graça Paz, e fabricantes europeus, e quer mostrar como a tecnologia pode ser bonita. Ao mesmo tempo que serve de manifesto à ligação que pode existir entre uma indústria tradicional e a tecnologia. Inspirada desde sempre pelo trabalho das mulheres Bauhaus, Lang diz: “for me, they were machine hackers, they understood the soul of the machines and how they worked, already 100 years ago”.

A revolução está em marcha, mas está também ainda no início. A empreendedora que está entre as 100 pessoas mais influentes em wearable tech no mundo, acredita que será possível, a partir daqui um trabalho interdisciplinar para dar resposta a alguns dos atuais problemas da indústria moderna como o desperdício do stock…venha o interesse da indústria em acompanhar a onda da revolução e quem sabe reposicionar-se aos olhos dos mercados internacionais.

Vale a pena ver e ouvir Lisa Lang que apresenta o primeiro projeto da OFundamentO:

 

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

O Porto está em Revolução. E ainda poucos sabem…

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião