Pode uma marca como a Louis Vuitton ser “Game Changer”?

Pode! E a parceria com os sul coreanos BTS – para muitos a maior boy’s band do momento, é apenas o começo.

Li há dias uma ideia curiosa: “A Geração Z, a meta geração que digitalizou as marcas”. E isto a propósito da forma como durante a pandemia e no confinamento se assistiu ao acelerar da digitalização, de consumidores e marcas, estas últimas que tiveram que refletir sobre a forma como entrar num novo quotidiano que transformou nas nossas vidas, em novos ecossistemas como o metaverso com os seus avatares, onde a realidade e o virtual são terrenos cada vez mais porosos. E a Louis Vuitton – uma casa com tradição também entrou nesse universo “cyber” à procura dessa geração.

Mas já não é suficiente para ser uma “Game Changer”. O que vimos no último ano foi a capacidade criativa de grandes marcas de moda, que na ausência de desfiles, optaram por linguagens visuais que transcendem, por vezes, a emoção e a disrupção do momento físico vivido na primeira fila de um desfile qualquer. É esse o novo caminho, ou se quisermos, o mais recente caminho da Louis Vuitton que se associou aos BTS – para muitos a maior boy’s band do momento. E assim de repente, parece que voltamos aos anos 90 ou 2000 quando as marcas iam à procura do endorsement de celebridades pop. Mas Virgil Abloh o diretor artístico de homem da marca tem uma visão diferente. Com os BTS (um acrónimo para Beyond The Scene) os 7 sul coreanos RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V e Jungkook (embaixadores da Louis Vuitton, criam o primeiro grande projeto da parceria.

O Filme fala por si. E a estratégia também, não fossem os BTL já considerados número um na lista da Forbes em termos de “Korea Power Celebrity” e a Billboard já tenha comparado a loucura que provocam nos fãs nos Estados Unidos semelhante à mítica viagem dos Beatles a solo norte-americano na década de 1960. E aí, ao ter a coragem ou audácia para comunicar com a geração que digitalizou as marcas, com um filme industrial, espacial… ou num universo único, a Louis Vuitton está a mudar as regras do jogo do luxo. Se tem resultados, ainda é cedo para falar de retorno para a marca, mas a verdade é que em menos de uma hora após ter sido publicado, o vídeo já contava com 2 milhões de visualizações no Youtube. Há desfile presencial que acompanhe estes números? As regras do jogo estão mesmo a mudar.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Pode uma marca como a Louis Vuitton ser “Game Changer”?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião