Portugal 2020: Projetos de I&D colaborativa. Uma nova oportunidade

  • Alexandre Miguel Andrade e Cláudia Boa Vista
  • 23 Outubro 2019

Concurso para apoiar projetos de referência assentes em atividades de I&D, de empresas em co-promoção com outras empresas e centros de interface tecnológico foi prorrogado até 31 de janeiro.

No âmbito do Portugal 2020, foi prorrogado até ao próximo dia 31 de janeiro de 2020, o Aviso para Apresentação de Candidaturas n.º 17/SI/2019 – Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico.

Este concurso pretende apoiar projetos de referência assentes em atividades de I&D, de empresas em co-promoção com outras empresas e/ou com centros de interface tecnológico ou ainda com as restantes entidades do Sistema de Investigação e Inovação.

Com uma dotação indicativa de 45,5 milhões de euros, o incentivo a conceder, no âmbito do presente concurso, é calculado através da aplicação de uma taxa base máxima de 25% às despesas elegíveis, a qual pode ser acrescida de determinadas majorações, nomeadamente às atividades que venham a ser classificadas como “atividades de investigação industrial” (25 p.p.) ou no caso de o projeto vir a contemplar a cooperação com entidades não empresariais do Sistema de Investigação e Inovação (15 p.p.).

Os principais requisitos de elegibilidade que constam neste concurso são os seguintes:

  • Compreender um investimento elegível mínimo de 150 mil euros;
  • Enquadrar-se nos domínios prioritários da estratégia de investigação e inovação para uma especialização inteligente;
  • Apresentar, em anexo ao formulário de candidatura, a minuta do contrato de consórcio acordado pelos copromotores;
  • Demonstrar que o consórcio reúne as condições para ser considerado “consórcio completo”;
  • Compreender o desenvolvimento de atividades de investigação industrial e de desenvolvimento experimental, conducentes à criação de novos produtos, processos ou sistemas ou à introdução de melhorias significativas em produtos, processos ou sistemas existentes;
  • Ter uma duração máxima de 36 meses, sendo que a data limite para elegibilidade das despesas é 31 de março de 2023;
  • A entidade líder deve assegurar, à data da candidatura, pelo menos, 30% do investimento elegível, com exceção das empresas líderes beneficiárias do Programa Operacional Regional do Algarve, que poderão apresentar um valor de investimento inferior, desde que devidamente fundamentado.

Esta será, sem dúvida, uma excelente oportunidade para, uma vez mais, revisitar as suas iniciativas de I&D, em concreto o projeto que sempre equacionou concretizar com o seu parceiro ou com determinada instituição do ensino superior, procurando, desta forma, garantir uma vantagem competitiva que irá marcar a diferença no mercado internacional.

Agora poderá preparar a sua candidatura até ao próximo dia 31 de janeiro de 2020.

  • Alexandre Miguel Andrade
  • Associate Partner da Deloitte
  • Cláudia Boa Vista

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Portugal 2020: Projetos de I&D colaborativa. Uma nova oportunidade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião