“Serviços” e eleitos, a relação certa para a impunidadepremium

Há uma relação de simbiose perfeita entre “serviços” e tutelas políticas. Ajudam-se mutuamente, numa relação de longo prazo que é benéfica para ambos.

Jorge Coelho morreu há dois meses e não houve obituário ou elogio póstumo que não destacasse um facto à cabeça: foi o governante que assumiu responsabilidades políticas. Dos textos dos jornais às declarações de responsáveis políticos, todos estiveram de acordo nesse aspecto. Mais que alguma coisa que tenha feito enquanto governante, deputado ou dirigente partidário do PS, Jorge Coelho foi e será sempre recordado pela forma como abandonou a vida política activa: em Março de 2001, demitiu-se do cargo de ministro de Estado e do Equipamento Social, poucas horas depois da queda da ponte de Entre-os-Rios onde morreram 59 pessoas - portanto, sem tem sequer esperado para perceber para que lado ia correr o vento político, se a sua cabeça ia ou não ser pedida. De então para cá, essa atitude

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos