Terminar como comecei. Com Futuro.

Este é provavelmente o último texto que escrevo no ECO. Para já. Porque o Futuro, esse lugar que tanto gosto, é menos distante do que imaginamos e cheio de imaginação.

Este é provavelmente o último texto que escrevo no ECO. Para já. Porque o Futuro, esse lugar que tanto gosto, é menos distante do que imaginamos e cheio de imaginação. Não é só incerto. E é todo esse acumulado que o torna, para mim, fascinante.

A primeira vez que escrevi aqui ao domingo foi sobre tendências e, por isso, hoje deixo uma espécie de roadmap para os próximos tempos. Sem grande tema ou critério. Apenas um roadmap que nos podem ajudar a todos a navegar com mais alguma informação durante os próximos tempos.

A Covid-19 e o processo de vacinação em curso abre aqui uma oportunidade de (RE) Pensarmos a sociedade, a economia, os negócios e até nós próprios… enquanto pessoas e consumidores. 2021 é um ano de Recomeços. De oportunidade para mudarmos mentalidades o que trará impactos em todos os setores. E não sou eu que o digo, qualquer relatório de tendências para os próximos tempos fala das mudanças económicas, da acelerada digitalização, do teletrabalho, de um mundo mais sustentável e que há aqui um território que pode ser ocupado pelas organizações – o do Otimismo. Um report global da Edelman refere que 55% dos consumidores acreditam que as marcas são mais responsáveis do que os governos, e mais rápidas, para trazer essas mudanças positivas que precisamos de viver urgentemente nas nossas vidas, depois de um ano meio em suspenso.

Ao contrário do que foi registado inicialmente, a que se chamou um sentido coletivo de solidariedade, começamos a ver disparidades entre países, nomeadamente na resposta à pandemia, que vêm colocar em causa essa tendência. Vimos mudanças em quase todos os setores e indústrias e temas como bem-estar e desigualdade, tornaram-se ao mesmo tempo um sentimento mainstream. As empresas adaptam-se e nós adotámos novas formas de viver e de trabalhar, ainda que muitos de nós continuemos à procura de um chamado equilíbrio.

Nesse sentido, das últimas tendências mais curiosas que vi em relatórios tem como tema: “It’s time for sustainability to get spiritual”. Como já aqui escrevi, a sustentabilidade não saiu da agenda, muito pelo contrário. E nasceu recentemente uma nova marca a CogDis, que se define a si própria como “an ethical consultancy with spirituality and imperfection at its core”. E sim, querem ter um papel na vida de marcas e consumidores, para melhor. Porque este é o momento. Ainda que com um foco inicial na indústria da moda – que como também já aqui escrevi é dos setores que na atualidade está a ser precursor de mudanças que podem inspirar outros – orienta marcas, organizações sem fins lucrativos, talentos, agências para soluções de comunicação éticas e com impacto. “Fully focused on actual human connection, our projects operate in service to Earth as well as our energetic selves.” Até porque historicamente a sustentabilidade sempre esteve ligada à espiritualidade, e um estudo conduzido pela agência o “Manifesting Utopia” revela que durante a pandemia o sentido de espiritualidade tornou-se mais relevante nas nossas vidas, de acordo com mais de 70% dos inquiridos.

“Indigenous cultures have always had spiritual practices because it’s a way of life. In our societies, spirituality is either something you recognise or ignore. It isn’t owned by anybody; it’s a language, you either know how to speak or you don’t. When it comes to brands, it depends on their level because a lot of people are scared of spirituality. But at the end of the day, it’s about human connection. They’re probably using in some way, just unconsciously. What we’re doing is activating it” explicam os fundadores numa entrevista ao Future Laboratory.

Porque a trago – a nova agência e a tendência – para este texto, porque tal como os fundadores, acredito que no nosso roadmap de futuro imediato, deve haver neste nosso novo mundo um alinhamento entre os nossos valores pessoais e os profissionais. Ou seja, irão trabalhar apenas com empresas que querem fazer uma mudança, que têm uma intenção ou que querem criar impacto no mundo. E o seu trabalho passa por educar, criar e ajudar a fazer acontecer.

O mundo precisa de mudança ou de quem a ajude a acontecer. E o mundo precisa de colaboração. E dessa solidariedade que se parece estar a diluir…Precisa de vozes diferentes, que não têm de ser perfeitas. A imperfeição também cabe no roadmap, porque estimula uma ação futura positiva.

Sempre acreditei que o Futuro é Colaborativo. E hoje talvez mais espiritual e imperfeito, na sua perfeição. E é por aí que vou continuar…

Até já.

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