Um pé no acelerador, outro na embraiagempremium

A Europa está numa armadilha de endividamento e a Itália é, porventura, o expoente máximo dessa situação. O BCE vai ter de manter um pé no acelerador ao mesmo tempo que põe o outro pé na embraiagem.

Anda meio mundo em pulgas com o novo instrumento “anti-fragmentação” do Banco Central Europeu (BCE). Mas cada dia que passa sem a divulgação de detalhes sobre o dito cujo, é mais um dia em que fica a ideia de que o BCE tem uma mão cheia de nada e mais dúvidas do que certezas. A este respeito, refira-se que os comentários de Lagarde e colegas têm deixado muito a desejar. Por exemplo, Lagarde dizia há dias que se não subestimasse o poder de intervenção do BCE. Afirmou ainda que a actuação do BCE, para além de poderosa, seria eficaz, proporcional e dentro das regras que limitam o seu mandato. Mas, perguntar-se-á, como? Se a ideia é fechar os spreads, como é que isso pode estar dentro do seu mandato? Mais a sul, em Portugal, o governador do Banco de Portugal (BdP) também falou, afirmando

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos