Vamos vender conhecimento!

O conhecimento deve ser entendido como um bem intangível, com capacidade para ser comercializado e assim diferentes formas de o vender também podem ser adequadamente trabalhadas.

A inovação aberta apresenta como característica principal considerar que as partes que constituem o processo de inovação não ocorrem todas dentro da organização, ou seja, não são geradas por fontes internas da organização, mas que fontes externas são possuidoras de competências e geradoras de conhecimentos difíceis de reunir dentro de uma só organização. É no presente contexto de inovação aberta, que o termo conhecimento ganhou relevância e passou a ser uma atividade dignamente considerada comercializável.

Inicialmente no processo de inovação, olhava-se apenas para a tecnologia, depois passou a olhar-se para o mercado, de seguida, passou-se a integrar vários stakeholders na cadeia de valor e a olhar para a difusão dos produtos, serviços, processos e sua comercialização. O conhecimento é o responsável por alguns bens e serviços, embora utilizem a mesma base tecnológica que outros, terem mais valor acrescentado e, por outras palavras, sejam mais competitivos no mercado. Surgem assim três elementos que determinam a capacidade de competir:

  • O nível de desenvolvimento tecnológico;
  • A capacidade de gerar conhecimento;
  • A criatividade.

Os três elementos interagem entre si de tal forma que não se estabelecem inter-relações unívocas ou de sentido único, uma vez que cada elemento alimenta continuamente os restantes, estabelecendo relações sinérgicas dentro de uma dinâmica de interação contínua. Para que este modelo funcione adequadamente, é necessário um capital humano que o alimente. Assim surge o tão importante papel das Pessoas. Sem pessoas não se consegue nem gerar, nem disseminar conhecimento.

Precisamos, no entanto, em primeiro lugar de distinguir informação – refere-se a dados a que foram atribuídos alguns significados através de um processo, de conhecimento – é a informação que de alguma forma é útil. Isto significa que a informação abunda, e temos de ser os mais seletivos possível, ou seja, temos de identificar com rigor, onde podemos encontrar informação pertinente, que depois no contexto de uma determinada organização, possa ser transformada em conhecimento e aplicado nos seus fatores dinâmicos de competitividade.

Primordialmente o conhecimento surge a partir de atividade de I&D – Investigação e desenvolvimento, tradicionalmente desenvolvidas pelas entidades do Sistema Científico e Tecnológico (SCT), agora mais recentemente apelidadas de entidades do sistema I&I – Investigação e Inovação. Assim, estas entidades podem gerar individualmente ou em conjunto com outras organizações, muitas vezes empresariais, dinâmicas para a geração de conhecimento, que pode ser aplicado para a geração de valor, ou seja, a famosa Inovação!

Surge assim, a comercialização de ciência e tecnologia, que não é mais do que proporcionar o ‘matching’ entre o conhecimento gerado no meio científico/académico e as necessidades/oportunidades que o meio económico e social apresenta.

Este é um paradigma que tem evoluído ao longo das últimas décadas e cada vez mais, se deve considerar o conhecimento como um bem intangível, com capacidade para ser comercializado e desta forma, diferentes formas de o vender também podem ser adequadamente trabalhadas.

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