Aumento de impostos? Mariana entre os pingos da chuva

A deputada bloquista fez equilibrismo com as palavras: falou de aumentar impostos indiretos, sem falar.

Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, arrancou a sua intervenção com um disclaimer sobre os impostos: “Isto é uma discussão teórica. Não estou a abrir a porta a nenhum aumento de impostos, de nenhuma forma”.

Mas o ministro das Finanças, Mário Centeno, tinha acabado de apontar a mira a um aumento dos impostos indiretos no próximo Orçamento do Estado, como contrapartida da redução dos diretos. A deputada bloquista sentiu necessidade de deixar explicações. “A redução da carga fiscal em geral é desejável. Isso é uma coisa, outra é a redistribuição”, defendeu.

“Não é indiferente aumentar o IVA sobre a eletricidade ou sobre crédito ao consumo, os impostos sobre o tabaco ou sobre a energia e o gás. Depende”, argumentou.

Mariana Mortágua defendeu que o valor económico dos diferentes tipos de impostos indiretos não é o mesmo e que, por isso, as consequências nas famílias de eventuais subidas também são diferenciadas. E deixou claro que “o BE sempre foi contra aumentos de impostos sobre trabalhadores, a favor das grandes fortunas”, para logo de seguida ressalvar: “Não estou a anunciar um imposto sobre grandes fortunas.”

Mariana Mortágua aproveitou ainda para frisar que o BE apoia a “fiscalização das contas bancárias dos contribuintes com grandes fortunas”, até porque “um cidadão que quer ter o passe social” já tem “todas as suas contas vigiadas”.

A um mês da apresentação do Orçamento do Estado para 2017, o governo socialista procura entendimentos com os seus parceiros no Parlamento – BE e PCP. Os partidos da esquerda têm defendido a continuidade da devolução dos rendimentos à população, através da diminuição da carga fiscal e do aumento dos apoios sociais.

 

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