O melhor bife do mundo custa mais de 350 euros nos EUA

  • Bloomberg
  • 14 Setembro 2016

Vale a pena investir no melhor bife do mundo? Repórter da Bloomberg visitou novo restaurante Gwen, em Los Angeles.

Primeiro, alguns detalhes importantes: os bifes do rancho australiano Blackmore Wagyu estão disponíveis, pela primeira vez nos EUA, no restaurante e talho do chef Curtis Stone, em Los Angeles, o Gwen.

Os concorrentes: Wagyu japonês, Kobe beef, raças com origem na Argentina e em Itália.

Preço: cerca de 43,5 euros a 355 euros por quilo no talho Gwen.

Por que vale a pena: pode viajar o mundo inteiro atrás de bifes incríveis, mas raramente encontra uma carne dessa qualidade disponível para cozinhar nos EUA.

Após experimentar os melhores croissants de Paris, a padaria perto de sua casa já não o satisfaz. Isso pode ocorrer com os bifes também – aconteceu comigo há quatro anos após um jantar incrível em Itália.

Foi na pequena vila de Panzano, um pedacinho da Toscana a cerca de 40 quilómetros ao sul de Florença, onde uma série de zigue-zagues e placas de trânsito impossíveis de seguir acabaram por conduzir-me ao paraíso dos carnívoros, a Officina della Bistecca. É lá que Dario Cecchini, o criador de gado que se tornou chef e transforma os bifes numa poesia, prepara jantares comunais com carne, carne e mais carne: cortes criados no local que são sua marca registada, chamados Fiorentina e Panzanese. O chef praticamente canta para os bifes enquanto eles são grelhados sobre o fogo, elevando e rebaixando a superfície de cozedura com roldanas para obter o efeito ideal. Todo o entorno era como uma divina comédia, o talhante era uma encarnação de Beatriz levando os clientes à nona esfera do paraíso.

Após aquela gloriosa noite italiana, pensei que havia chegado ao máximo. E embora tenha demorado quatro anos para encontrar outra carne tão macia e saborosa, agora sei que aqueles que vivem em Los Angeles podem recriar o nirvana da carne perto de casa.

É lá que o famoso chef Curtis Stone e o seu irmão, Luke, abriram o Gwen, um misto de restaurante e talho que apresenta um ingrediente tão raro quanto o Panzanese de Cecchini: o Blackmore Wagyu australiano.


Stone, treinado pelo lendário chef Marco Pierre White, de Londres, antes de se tornar uma personalidade da televisão em programas como Chef a domicílio e Top Chef Masters, é atualmente o único chef a levar o raro corte australiano à América do Norte. Ele é também o primeiro a vendê-lo por lá – e teve de garantir uma licença de distribuidor para fazer isso. (A Blackmore tem distribuidores em outros 13 países). Conta que em breve fornecerá a carne para outros chefs famosos de todo o país – mas os detalhes sobre quem e quando ainda estão sob negociação.

“Há poucos talhos de alto nível no mundo e nunca existiu nenhum em Los Angeles”, disse Stone, em entrevista à Bloomberg, em Nova Iorque. Ao contrário de outros talhos de alto padrão que se concentram em animais completos ou em espécimes orgânicos, a filosofia de Stone é mais simples: “Estamos simplesmente a dar prioridade aos cortes mais deliciosos do mundo”, sublinhou Stone.

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