Brexit: Bancos devem manter acesso ao mercado único europeu, diz a Moody’s

  • ECO
  • 20 Setembro 2016

O Brexit é um risco para os bancos internacionais sediados em Londres. A Moody's alerta, mas acredita que as instituições conseguirão, ainda assim, manter acesso ao mercado único europeu.

Três meses após do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, os bancos internacionais sediados em Londres mantêm a pressão para que seja alcançado um acordo que lhes permita manter o acesso ao mercado único. A Moody’s acredita que esse acesso será mantido, apesar de ficar mais limitado.

Embora a saída do Reino Unido da União Europeia se traduza num travão nos direitos de livre circulação, a Moody’s, num relatório tornado público nesta segunda­-feira, alerta para a existência de meios alternativos para as empresas acederem ao mercado único, bem como o desejo de minimizar o impacto inicial e de preservar os direitos fronteiriços.

O ministro das finanças britânico, Phillip Hammond, afirmou já estar preparado para abrir mão da presença no mercado único para fazer valer as restrições à emigração que incitaram o “sim” no referendo. Do outro lado, os bancos pressionam para que se feche um acordo com a União Europeia, em que os termos de fornecimento de serviços continuem sem alterações, mesmo depois dos dois anos de período de negociação.

A Moody’s afirma também que, mesmo que esta perda de direitos se efetive, o aumento de custos para os bancos seria gerível. Londres, que ocupa a posição de centro financeiro mundial ao albergar não só bancos globais como multinacionais, pode ver esta centralidade ameaçada se o Reino Unido fizer uma saída completa da União Europeia.

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