Marcelo: Exemplo de quem exerce poder é fundamental para se acreditar na República

  • Lusa
  • 5 Outubro 2016

Marcelo Rebelo de Sousa diz que os políticos devem dar o exemplo de "constante humildade, de proximidade, de frugalidade, de independência".

O Presidente da República relacionou hoje a desconfiança dos cidadãos para com a política com “o cansaço perante casos a mais de princípios vividos de menos”, sublinhando que é a democracia que sofre quando um responsável público se deslumbra.

“De cada vez que um responsável público se deslumbra com o poder, se acha o centro do mundo, se distancia dos governados, aparenta considerar-se eterno, alimenta clientelas, redes de influência de promoção social, económica e política, de cada vez que isso acontece aos olhos do cidadão comum é a democracia que sofre“, disse Marcelo Rebelo de Sousa, no discurso nas comemorações do 5 de Outubro, que decorreu na Praça do Município, em Lisboa.

Sublinhando que a razão de ser de “desilusões, desconfianças e de descrenças” tem a ver com “o cansaço perante casos a mais de princípio vividos de menos“, o Presidente da República rejeitou a ideia de que a desconfiança dos portugueses em relação à política e aos políticos, o seu distanciamento e alheamento seja porque preferem a monarquia.

A maioria dos portugueses respeita essa linhagem, mas não questiona hoje o regime republicano“, afirmou, considerando que essa questão foi ultrapassada há mais de 50 anos, antes ainda da entrada em vigor da atual Constituição.

E “menos ainda” é porque preferem regressar a uma ditadura aberta ou disfarçada, duradoura ou temporária para cumprir as contas públicas, reforçar a autoridade e garantir a segurança”, acrescentou, admitindo, contudo, que possa haver quem de “tempos a tempos” sonhe com “o sebastianismo monocrático ou autocrático”.

Sublinhando que “o 5 de outubro está vivo“, mas só se todos lhe derem vida para que os portugueses se possam rever na República democrática, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a necessidade de quem exerce o poder de dar o exemplo de “constante humildade, de proximidade, de frugalidade, de independência, de serviço pelos outros, de todos os outros, mas com natural atenção aos mais pobres, carenciados, excluídos”.

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