Passos diz que se mantém na liderança do PSD para representar os que votaram em si

  • Lusa
  • 4 Outubro 2016

O líder do principal partido da oposição diz ter a “obrigação moral” de representar os que votaram em si nas legislativas de 2015.

Pedro Passos Coelho, o líder do PSD, justificou a sua permanência na liderança do partido pela “obrigação moral” de representar os que votaram em si nas legislativas de 2015, dizendo acreditar ter condições para voltar a ser primeiro-ministro.

“Sinto que tenho moralmente a obrigação de representar os que votaram em mim e não se sentem representados neste Governo e até se sentem ameaçados por este Governo”, afirmou Passos Coelho, em entrevista à SIC, lembrando que nas legislativas de há um ano se verificou uma circunstância inédita – o partido que venceu as eleições não estar a governar.

Questionado sobre se acredita ter condições de voltar a ser primeiro-ministro, Passos Coelho respondeu afirmativamente: “Não só há condições, como acho que é necessário para o país ter uma alternativa séria”.

Sinto que tenho moralmente a obrigação de representar os que votaram em mim e não se sentem representados neste Governo e até se sentem ameaçados por este Governo.

Pedro Passos Coelho

Presidente do PSD

“Não governei a olhar para as sondagens e não estou na oposição a olhar para as sondagens, esse é o perfil do Governo, não é o meu perfil”, declarou, garantindo que sairá da liderança do PSD “no dia em que achar” que está a mais.

Sobre as eleições autárquicas do próximo ano, Passos Coelho reiterou que o PSD está dentro dos prazos que aprovou para a apresentação de candidatos – “até final do ano para um primeiro lote de candidaturas e até março/abril para fechar este processo” – e desvalorizou não ter sido informado da escolha de José Eduardo Martins, um crítico da sua liderança, para coordenar o programa eleitoral autárquico para Lisboa.

“Não tenho que ser consultado sobre essa matéria, Deus me livre de me estar a pronunciar sobre matérias como essas pelo país inteiro”, disse.

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