Janet Yellen agrava juros soberanos na Europa

A presidente da Reserva Federal do EUA sinalizou que está disponível para manter a política de estímulos mesmo que a inflação suba.

Os juros da dívida soberana agravam-se esta segunda-feira um pouco por toda a Europa, incluindo Portugal. A subida das taxas no Velho Continente surge depois de a presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, ter sinalizado que a política monetária poderá continuar a ser flexível mesmo que a inflação comece a subir.

Segundo dados da Bloomberg, os juros da dívida alemã negoceiam em máximos desde o referendo de junho no Reino Unido, com a taxa de juro das bunds alemãs a 10 anos a somarem 3,4 pontos base, até aos 0,092%. No Reino Unido, as gilts a 10 anos estão também a agravar-se, com a taxa nos 1,2%.

Os juros soberanos nacionais acompanham a bitola dos pares europeus. As taxas lusas seguem em alta na generalidade dos prazos, com a taxa a 10 anos a subir 5,8 pontos base, para os 3,333%. No final da semana passada chegou a baixar dos 3,3%.

Este agravamento de custos ocorre após a apresentação da proposta de Orçamento do estado para 2017 e na semana em que está previsto que a DBRS se pronuncie sobre a classificação que atribui a Portugal. A notação da agência canadiana é importante porque é a única que atribui um rating que assegura a participação do país no programa de compras do Banco Central Europeu.

As palavras de Yellen não estão a ter impacto apenas na dívida soberana europeia. Os dados da Bloomberg indicam que os juros da dívida soberana dos EUA e da Austrália também estão em máximos desde junho.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Janet Yellen agrava juros soberanos na Europa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião