Ouro valoriza para máximos de um mês com incerteza chamada Trump

Trump é o maior inimigo do risco, consideram investidores. Com a incerteza em relação à vitória de Clinton, mercado refugia-se no ouro.

Os diamantes estão para as mulheres (dizem que são os melhores amigos delas) como o ouro está para os investidores mais sensíveis ao risco. Com a aproximação das eleições norte-americanas e a incerteza quanto ao próximo presidente dos EUA, a tendência natural de muitos investidores tem sido esta: fugir ao mercado acionista e refugiar-se no metal amarelo.

“A qualidade de seguro do ouro tem sido aproveitada durante algum tempo”, referia Wayne Gordon, analista de commodities do UBS, à Bloomberg. “Se Donald Trump for eleito na próxima semana, penso que o ouro poderá rondar os 1.400 dólares. Se Hillary Clinton vencer, o ouro deverá cair entre 20 dólares e 30 dólares”, acrescentou o responsável.

A onça do ouro chegou a avançar esta quinta-feira pela sexta sessão seguida. Valorizou 0,78% até aos 1.306,87 dólares, embora apresentasse há momentos uma queda de cerca de 0,22%, num movimento de ligeira correção que se segue após a cotação ter atingido o valor mais elevado do último mês.

Onça atinge pico de um mês

Fonte: Bloomberg (Valores em dólares por onça)
Fonte: Bloomberg (Valores em dólares por onça)

Para o mercado, a opção Trump na Casa Branca não é encarada com bons olhos. Há o receio de que a sua presidência represente um risco para o comércio mundial que possa afetar o crescimento económico.

"Se Donald Trump for eleito na próxima semana, penso que o ouro poderá rondar os 1.400 dólares. Se Hillary Clinton vencer, o ouro deverá cair entre 20 dólares e 30 dólares.”

Wayne Gordon

Analista de commodities do UBS

Com a vitória de Trump “deveremos assistir a uma onda de aversão ao risco”, dizia Daniel Hynes, estratego da Australia & New Zealand Banking. “Os preços do ouro já se movimentaram para cima à medida que o resultado da eleição se tem tornado menos claro. Assumindo que as sondagens vão continuar a mostrar resultados apertados, os preços do ouro deverão continuar a subir”, reforçava Hynes.

Outros metais preciosos acompanhavam a valorização do ouro. Era o caso da prata. Também corrigia há momentos do ponto mais alto num mês, após ter apresentado 11 sessões de ganhos em 14 sessões. A onça da prata estava, ainda assim, a cotar-se nos 18,2328 dólares.

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