A Inteligência Artificial pode mudar o mundo?

  • ECO + Accenture
  • 7 Novembro 2016

Qual o verdadeiro poder da Inteligência Artificial? A capacidade de mudar, fundamentalmente, a maneira como as empresas e as pessoas trabalham.

Um mecanismo capaz de sentir, compreender, agir e aprender: é isto que define a Inteligência Artificial (IA) – a maior revolução tecnológica a decorrer nos nossos dias.
Não existe uma definição para inteligência artificial, mas várias.

O principal objetivo da IA é fazer com que os computadores/máquinas pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes, ou mais, do que o homem. No fundo, é conseguir desenvolver máquinas que possam simular algumas habilidades humanas e que nos substituam em algumas atividades.

A Inteligência Artificial é, por isso, um novo fator produtivo e tem o potencial de criar novas fontes de crescimento, através da alteração dos métodos de trabalho e reforçando o papel das pessoas para impulsionar o crescimento nos negócios.

Mas qual o verdadeiro poder da IA? A capacidade de mudar, fundamentalmente, a maneira como as empresas e as pessoas trabalham. As máquinas e a inteligência artificial serão, por isso, os novos recrutadores, e trarão novas habilidades para ajudar as pessoas a realizar tarefas e a reinventar tudo o que for possível.

O potencial para impulsionar significativamente a produtividade do trabalho, nas economias desenvolvidas, será estimulado por tecnologias de IA inovadoras que possibilitam que as pessoas utilizem o seu tempo com mais eficiência e gastem o seu tempo no que os humanos fazem melhor – criar, imaginar e inventar coisas novas.

Um estudo recente da Accenture, que analisou 12 países desenvolvidos, revela que a Inteligência Artificial (IA) pode duplicar a taxa de crescimento económico anual em 2035 ao alterar a natureza do trabalho e ao criar uma nova relação entre o homem e a máquina. O impacto das tecnologias IA nas empresas deverá mesmo aumentar a produtividade do trabalho até 40% ao alterar profundamente o modo como o trabalho é feito e ao reforçar o papel das pessoas, visando aumentar o crescimento dos negócios.

Para isso, o efeito combinado da IA, Cloud, ferramentas analíticas sofisticadas e outras tecnologias, já está a mudar a forma como o trabalho é feito por humanos e computadores e como as organizações interagem surpreendentemente com os consumidores.

Segundo o estudo, a IA apresentou os benefícios económicos mais elevados para os Estados Unidos, aumentando a sua taxa de crescimento anual de 2,6% para 4,6% em 2035, traduzindo-se em 8,3 milhões de milhões de dólares (cerca de 7,5 milhões de milhões de euros) adicionais em valor acrescentado bruto (VAB). No Reino Unido, a IA acrescentaria 814 mil milhões de dólares (cerca de 730 mil milhões de euros) à economia em 2035, aumentando a taxa de crescimento anual do VAB de 2,5% para 3,9%. O Japão tem potencial para mais do que triplicar a taxa de crescimento anual do VAB em 2015, e Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha e Áustria poderão ver as suas taxas de crescimento duplicar.

Mas para isso devem ser seguidas algumas diligências de forma a que estas previsões se concretizem:

  • Preparar a próxima geração
  • Encorajar a regulamentação estimulada pela IA
  • Defender um código de ética para a IA
  • Abordar os esforços de redistribuição

No entanto, para cumprir a promessa de IA, os stakeholders mais relevantes devem estar preparados também – intelectual, política, ética e socialmente – para abordarem os benefícios e desafios que podem surgir à medida que a inteligência artificial se integra mais no nosso dia-a-dia. À medida que a IA amadurece, pode servir como uma solução para a produtividade estagnada e para a escassez de mão-de-obra das últimas décadas.

A Accenture acredita fortemente que, nos próximos anos, a IA vai tornar-se numa componente standard da arquitetura de TI da maioria das organizações.

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António Costa

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