Juros portugueses agravam-se. Taxa acima dos 3,8%

A taxa das obrigações do Tesouro continua a subir. Está a renovar máximos de fevereiro, superando já a fasquia dos 3,8%.

Os juros da dívida portuguesa continuam a acompanhar o agravamento das taxas das obrigações soberanas dos países do euro. Depois de terem superado os 3,75%, as yields estão já mais perto dos 3,85%, renovando assim máximos de fevereiro. E esta tendência negativa deverá manter-se.

A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos está a agravar-se em 8,3 pontos base para 3,825%. Durante a sessão, a taxa chegou a um novo máximo de 10 meses nos 3,841%, isto depois de ter superado os 3,75% na última sessão.

Portugal está a ser penalizado pelos investidores, assim como os restantes países do euro, especialmente os da periferia, com os investidores a fazerem refletir nas taxas a perspetiva de subida de juros nos EUA. Janet Yellen diz que a subida pode acontecer “em breve”.

A taxa a 10 anos de Espanha regista uma subida de mais de seis pontos para 1,66%, já os juros de Itália estão a agravar-se na mesma dimensão, avançando para 2,16% na mesma maturidade.

A perspetiva do mercado é de que esta tendência de agravamento dos juros que chega também à Alemanha deverá manter-se a prazo. No caso português, a taxa está a chegar cada vez mais perto da fasqioa dos 4%, um patamar que, diz a DBRS, já não assusta.

O Commerzbank diz que os juros deverão continuar a subir até que o IGCP anuncie o último leilão de Obrigações do Tesouro que, diz o banco de investimento, deverá acontecer durante a próxima semana. Até lá, cautela.

No último leilão de dívida de curto prazo, Portugal já pagou mais. Este é o reflexo deste mesmo agravamento das taxas nos mercados. O país manteve um juro negativo no prazo a seis meses, mas a taxa a 12 passou para terreno positivo.

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