Passos Coelho desafia Governo a aumentar pensões em janeiro

  • Lusa e Margarida Peixoto
  • 20 Novembro 2016

O presidente do PSD desafiou este domingo o Governo a aumentar as pensões no início do próximo ano, em vez de o fazer em agosto, próximo da realização das eleições autárquicas de 2017.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desafiou este domingo o Governo a aumentar as pensões no início do próximo ano, em vez de o fazer em agosto, próximo da realização das eleições autárquicas de 2017.

“O Governo que diga quanto é que tem para aumentar as pensões, dentro dos equilíbrios delicados que atingiu. Mas o que quer que tenha para aumentar as pensões abaixo de 628 euros por mês, estamos a falar, portanto, de pensões baixas, que distribua esse dinheiro que tem para o aumento das pensões de uma forma equitativa, para todos, a partir de 01 de janeiro, não é em agosto”, afirmou.

O líder nacional do PSD falava na Guarda, onde presidiu à sessão de encerramento da III Academia do Poder Local, organizada pelo PSD e pelos Autarcas Social-Democratas (ASD).

Sobre o anunciado aumento das pensões, questionou ainda: “Por que é que é em agosto? Daqui até agosto não há dinheiro para pagar? O Estado só vai ter dinheiro para pagar em agosto?”.

"Está bem à vista de todos que em agosto estamos na véspera da campanha eleitoral e que o Governo faz contas de cabeça com a sua maioria. Vamos dividir a democracia pelos seus beneficiários. Quantos são os pensionistas, quantos são os servidos do Estado? Podemos-lhes dar mais qualquer coisinha para a eleição? Vamos dar.”

Pedro Passos Coelho

Presidente do PSD

“Está bem à vista de todos que em agosto estamos na véspera da campanha eleitoral e que o Governo faz contas de cabeça com a sua maioria. Vamos dividir a democracia pelos seus beneficiários. Quantos são os pensionistas, quantos são os servidos do Estado? Podemos-lhes dar mais qualquer coisinha para a eleição? Vamos dar”, disse, lembrando que “foi assim em 2009, não é novo”.

“O Governo em 2009, do PS, procedeu assim. E infelizmente teve consequências muito mais graves que esperemos que não estejam no nosso horizonte agora, mas como forma de exercer o poder, diz tudo sobre aqueles que tomam estas decisões”, rematou.

O presidente do PSD referiu ainda que “é preciso realmente perder todo o sentido da decência democrática para andar a organizar, a preparar benefícios sociais e aumentos para campanha eleitoral”. E acrescentou: “Podem fazê-lo, mas fica-lhes mal. Disse ontem [sábado] e repito, eu teria vergonha de ter este comportamento democrático.”

A justificação do Governo

No debate de especialidade do Orçamento do Estado para 2017, o ministro das Finanças, Mário Centeno, foi confrontado pela oposição com esta mesma acusação de eleitoralismo. Centeno explicou que o aumento não será feito em janeiro por dois motivos: tempo e dinheiro.

Primeiro, explicou Centeno, porque o Governo quer atribuir o aumento extraordinário por pensionista e não por pensão. Os atuais sistemas informáticos da Segurança Social não permitem apurar esta informação, pelo que será preciso tempo para implementar os novos sistemas de informação. Esse trabalho será feito no primeiro semestre de 2017, prometeu.

Segundo, porque o desenvolvimento desses sistemas informáticos exige “um investimento inicial”, assumiu Centeno. Daí que, garante, o Governo só esteja em condições de atribuir este aumento de pensões em agosto.

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