Mundo reage à morte de Fidel

De Obama a Trump, passando por Lula da Silva e Putin, todos comentam a morte de Fidel Castro.

A morte do líder histórico cubano aos 90 anos de idade, fez — como seria de esperar — surgir reações de todo o mundo. De Obama a Trump, passando por Lula da Silva, Juncker e até o Papa Francisco, de todos os quadrantes todos quiseram comentar o desaparecimento do carismático líder cubano e que ficou célebre com a não menos famosa frase “a história me absolverá”.

Obama: “história julgará Fidel”

Barack Obama, o ainda presidente americano, que começou por apresentar as condolências à família, referiu que será a história a registar a e a julgar o enorme impacto de Fidel Castro junto daqueles que o rodearam.

“Durante quase seis décadas, a relação entre os Estado Unidos e Cuba, foi marcada pela discórdia e por profundos desacordos políticos. Durante a minha presidência trabalhamos no duro para deixar o passado para trás em prol de um futuro em que a relação entre os nossos países se defina não pela nossas diferenças, mas sim pelas muitas coisas que partilhámos como vizinhos e amigos: os vínculos familiares, a cultura, o comércio e uma humanidade comum”.

Obama frisou ainda que os cubanos “devem saber que têm um amigo e um parceiro nos Estados Unidos da América”.

Trump: desapareceu um brutal ditador

O recém eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump também já reagiu à morte do líder cubano. Para Trump “o mundo viu desaparecer um brutal ditador que oprimiu o seu povo durante seis décadas”.

Sem poupar nas palavras Trump frisou que o legado de Fidel fica marcado pelo “sofrimento”, “roubo”, “pobreza” e a “negação dos mais fundamentais direitos humanos“. Donald Trump diz mesmo que o dia de hoje pode marcar a viragem para “um futuro em que o maravilhoso povo de Cuba possa viver finalmente em liberdade como merece”.

Ban Ki-Moon: Cuba fez avanços

O secretário geral da Onu, Ban Ki-Moon destacou os avanços registados em Cuba e fez votos para que a ilha “continue a avançar no caminho das reformas e em direção a uma maior prosperidade”.

Juncker: herói de muitos

Na Europa, as declarações pela morte de Fidel sucedem-se. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker adianta no Twitter que “o mundo perdeu um homem que foi um herói para muitos”.

François Hollande : figura imponente do séc. XX

Já o presidente francês, François Hollande relembra que “Fidel Castro era uma figura imponente do século 20. Ele encarnou a revolução cubana, quer nas esperanças quer nas desilusões subsequentes”. Hollande frisou ainda, através de comunicado que “estava contente de ver os dois países [Cuba e Estados Unidos] a restabelecerem o diálogo”.

Putin: amigo sincero

Da Rússia, seguiu um telegrama de Vladimir Putin para Raúl Castro. Putin frisou que ” o nome deste estadista distinto é justamente considerado o símbolo de uma era na história do mundo moderno“. Para Putin “Fidel Castro era um amigo sincero e confiável da Rússia”.

Zuma: ajuda na luta pelo apartheid

Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma agradeceu a Castro a sua ajuda e apoio na luta para derrubar o apartheid.

Nicolas Maduro: bandeira da independência

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, um dos principais parceiros comerciais de Cuba, pediu aos revolucionários cubanos “para continuar o legado e levar a bandeira da independência, do socialismo e da pátria“.

Morales: homem único

Também Evo Morales, presidente da Bolívia e um dos aliados de Castro afirmou estar profundamente triste. Morales referiu que “Fidel era um homem único, fez tanto pela história não só de Cuba, mas também para o planeta. Isso é o socialismo”.

Lula da Silva: maior de todos os latino-americanos

Também o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva lamentou a morte de Fidel Castro considerando-a como a “perda de um irmão mais velho” tendo mesmo referindo-se ao líder cubano como “o maior de todos os latino-americanos”.

Papa Francisco: notícia triste

A Igreja também não se mostrou indiferente ao desaparecimento de Fidel Castro. O Papa Francisco através de um telegrama enviou as condolências a Raúl Castro e ao povo cubano e frisou que “é uma notícia triste” e que iria orar pelo repouso de Fidel.

Fidel Castro nos seus primeiros anos no poder, perseguiu a igreja e chegou mesmo a cortar laços com o Vaticano, mas com o desenrolar do tempo tornou-se menos rígido em relação à religião.

Marcelo Rebelo Sousa: personalidade mítica

Em Portugal, as manifestações de pesar foram-se sucedendo com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que há cerca de um mês tinha estado com o líder cubano a afirmar que “Fidel Castro foi um protagonista controverso mas marcante. Chegou a ser uma personalidade mítica para os seus apoiantes”.

Santos Silva: figura que marcou o sec. XX

Já o Governo, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, lamentou a morte referindo-se a Castro como uma “figura que marcou o século XX e que a História avaliará”. Santos Silva lembrou ainda a amizade que o líder cubano tinha pelos portugueses.

Jerónimo de Sousa: prosseguir a luta

O secretário-geral do PCP afirmou que a melhor forma de honrar a memória do camarada Fidel é “prosseguir com a luta” pela “liberdade”, “paz” e “socialismo” e o projeto a que se consagrou até ao fim da sua vida.

 

 

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