OPEP já leva petróleo a subir 10%

  • Rita Atalaia
  • 30 Novembro 2016

A OPEP não pára de impulsionar os preços do petróleo. Em Nova Iorque, a subida das cotações da matéria-prima chegou a ultrapassar os 10%. O WTI tocou um máximo de 49,90 dólares na sessão.

O petróleo não para de subir. A OPEP conseguiu finalmente definir os detalhes do acordo para cortar a produção da matéria-prima. A expectativa dos investidores de que o mercado vai reencontrar o equilíbrio está a catapultar as cotações do “ouro negro”. O WTI disparou 10%. Em Londres, o Brent fechou acima da fasquia dos 50 dólares por barril.

Os três principais produtores do cartel — Arábia Saudita, Iraque e Irão — resolveram as diferenças em relação a este corte de produção. O cartel vai reduzir a produção em 1,2 milhões de barris por dia para 32,5 milhões por dia, confirmou um delegado da OPEP, citado pela Bloomberg, em Viena, na Áustria. E o efeito do corte está a fazer-se sentir de forma expressiva nas cotações da matéria-prima.

Este compromisso levou ou WTI, negociado em Nova Iorque, a negociar em alta de 9,3% para os 49,44 dólares. Após uma subida de mais de 10%, a cotação chegou a tocar nos 49,90 dólares, muito perto da fasquia dos 50 dólares. Neste patamar já está a negociar o Brent, negociado em Londres, numa subida de quase 9%.

Brent já está acima dos 50 dólares

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Fonte: Bloomberg

Aparentemente, os sauditas terão aceitado que o Irão, num caso excecional, possa aumentar a produção para cerca de 3,9 milhões de barris por dia. O acordo deverá também incluir uma redução de cerca de 600 mil barris por dia por parte dos países fora da OPEP, como a Rússia. A Rússia, que se tem mostrado reticente em aderir a este acordo, disse que apenas iria cooperar depois de a OPEP chegar a um consenso sobre as quotas individuais de produção.

Este otimismo também contagiou as bolsas. O índice nacional apresentou uma valorização de quase 1%, um desempenho ainda assim superior ao registado nas restantes praças europeias — o Stoxx 600 somou 0,3%. As empresas do setor petrolífero foram as grandes responsáveis por este comportamento dos mercados acionistas.

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