Malparado cai nas famílias, acelera nas empresas

O incumprimento no crédito encolheu nas famílias, muito por causa da quebra verificada no malparado da habitação. Por outro lado, a cobrança duvidosa nas empresas voltou a aumentar.

O crédito malparado agravou-se. Dos 195,6 mil milhões de euros concedidos pelos bancos, 9,06% é de cobrança duvidosa, um ligeiro aumento face ao registado em setembro. Este aumento traduz essencialmente o maior nível de incumprimento das empresas já que entre as famílias registou-se uma quebra no malparado em outubro.

Há 17.731 milhões de euros que os bancos assumem como de difícil cobrança. Deste valor, 72%, ou seja, 12.880 milhões de euros dizem respeito a dívidas de empresas, de acordo com os dados do Banco de Portugal. A taxa a incumprimento entre as empresas subiu, assim, de 16,27% em setembro para 16,49% em outubro, tocando máximos de maio.

Enquanto nas empresas continua a acentuar-se a tendência de agravamento do malparado, nas famílias registou-se um movimento inverso: o malparado encolheu de 4,25% para 4,13%. Contudo, esta inversão é explicada essencialmente pela redução do incumprimento no crédito para a compra de casa.

No malparado da habitação registou-se uma quebra de 2,72% para 2,52% em outubro, sendo que nos créditos para outros fins verificou-se uma redução do incumprimento para 4,13% do total dos empréstimos concedidos. No caso do crédito ao consumo, o incumprimento acelerou para máximos de junho. Ascendeu a 7,74%.

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