Nova fábrica em Grândola vai processar pinhões

  • Lusa
  • 19 Dezembro 2016

Abriu este mês em Grândola, uma nova fábrica, um investimento de 1,5 milhões, com o objetivo de aproveitar matéria-prima nacional e a proximidade do porto de Sines para exportar.

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Uma unidade fabril de processamento de pinha e de pinhão abriu este mês em Grândola, num investimento de 1,5 milhões de euros, com o objetivo de aproveitar matéria-prima nacional para comercializar no mercado interno e externo.

A proximidade da matéria-prima (a pinha), “concentrada entre Coruche e Santiago do Cacém”, e do porto de Sines, para as exportações, além do apoio do município, foram “fatores decisivos” na escolha do concelho de Grândola, no distrito de Setúbal, para instalar a unidade fabril, disse esta segunda-feira à agência Lusa Pedro Amorim, sócio-gerente da empresa PineFlavour.

“O investimento em Grândola acabou por se dever a uma estratégia associada à localização da nossa matéria-prima, à capacidade e apoio da parte da Câmara Municipal de Grândola e também ao facto de estarmos próximos do porto de Sines, uma vez que a nossa empresa tem uma vertente virada para a exportação”, explicou.

Cerca de “metade da produção de pinhão” prevista é destinada à exportação, adiantou Pedro Amorim, que detetou, em conjunto com os outros dois sócios da empresa, que a “maioria da matéria-prima” existente em Portugal “era exportada para o estrangeiro para ser processada e, por vezes, novamente vendida a Portugal, com valor acrescentado”.

“Decidimos estudar e avaliar este mercado, no sentido de tentar perceber a matéria-prima que existe no nosso país e aproveitar ao máximo o valor no nosso mercado”, disse, explicando a aposta no processamento de pinha e de pinhão.

Além do fruto, o processo utilizado na fábrica da PineFlavour permite aproveitar as cascas do pinhão e a própria pinha, que será vendida “essencialmente para fábricas de pellets ou para padarias” para ser usada como combustível.

“Estas cascas têm um poder calorífico superior à madeira e acabam por ser apetecíveis para esse tipo de indústrias”, esclareceu.

Com capacidade para produzir 500 quilos de miolo de pinhão por dia, a unidade fabril, que começou a laboração este mês, deve atingir a “velocidade cruzeiro” dentro de três anos.

Os cinco postos de trabalho atualmente criados podem vir a duplicar nos próximos anos, segundo Pedro Amorim, consoante o desenvolvimento do negócio.

Localizada na Zona Industrial Ligeira de Grândola, a nova unidade fabril, com 624 metros quadrados, foi construída com preocupações “ambientais e de consumo”, como “o aproveitamento de águas pluviais ou a iluminação led”.

Além da área fabril de processamento da matéria-prima, a unidade está equipada com um laboratório para analisar o produto.

Para o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes, o investimento é um exemplo de que “as potencialidades do concelho não se resumem e esgotam nos 45 quilómetros de costa atlântica e na atividade turística”.

“É fundamental que saibamos conjugar esforços e tirar partido das inúmeras riquezas do território, nomeadamente da fileira florestal”, disse o autarca.

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