PIB também passa por Sines: porto bate recorde

O Porto de Sines bateu um recorde no 3º trimestre deste ano, alcançando um aumento homólogo de 13,9% nos primeiros nove meses do ano. Esta terça-feira, o INE tinha anunciado uma aceleração do PIB.

O Porto de Sines registou o maior crescimento de sempre no terceiro trimestre deste ano, anunciou a administração em comunicado. No total, até setembro, a movimentação de mercadorias que passaram por Sines aumentou 13,9% face ao mesmo período do ano passado.

“Setembro encerra o melhor trimestre de sempre no Porto de Sines, com uma movimentação total de 13,8 milhões de toneladas”, anunciou a administração dos Portos de Sines em comunicado. Nos primeiros nove meses do ano passaram por Sines 37,9 milhões de toneladas de mercadorias.

De relembrar que esta terça-feira a estimativa rápida do INE apontou para um crescimento do PIB no terceiro trimestre de 1,6%, em comparação homóloga, e de 0,8% em cadeia (ou seja, entre o segundo e o terceiro trimestre).

A justificação dada pelo Instituto Nacional de Estatística para esta aceleração estava ligada ao aumento do contributo das exportações líquidas para o crescimento da economia portuguesa.

Dados fornecidos pela Administração dos Portos de Sines.
Dados fornecidos pela Administração dos Portos de Sines.

A explicação

Este recorde do Porto de Sines foi alcançado, explica a administração, por causa do Terminal de Granéis Líquidos e ao Terminal de Contentores. No que diz respeito ao total de tonelagem movimentada, esses terminais tiveram “índices de crescimento homólogo de 20% e 18% respetivamente”.

“Na carga geral, onde se inclui a carga contentorizada, o Terminal de Contentores – Terminal XXI continua a pautar-se por um crescimento sustentado, representando já 38% do total global do porto”, acrescenta o comunicado de imprensa.

A administração refere ainda o crescimento homólogo de 13% no número de navios em operação comercial. Além disso, “na balança entre importações e exportações se destaca um crescimento de cerca de 22% nas operações de cargas”.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

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