PIB regista o maior crescimento desde 2013

Em comparação com os meses de abril a junho, o crescimento do PIB surpreendeu pela positiva e registou 0,8%. Face a 2015 também, tendo alcançado os 1,6%.

Desde o quarto trimestre de 2013 que o ritmo de crescimento da economia não era tão expressivo. O PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre de 2016, quando comparado com os meses de abril a junho, mostram os dados revelados esta terça-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos homólogos, o crescimento foi de 1,6%.

É preciso recuar 11 trimestres para encontrar um crescimento trimestral tão expressivo como o verificado entre julho e setembro deste ano. O INE mostra que só no quarto trimestre de 2013, quando a economia saía da recessão, é que o crescimento foi de 1% em termos trimestrais. Daí que os dados tenham apanhado os economistas de surpresa, que esperavam, em média, um valor em torno de 0,3%.

O instituto explica que foram as exportações o motor da economia no terceiro trimestre de 2016. Uma aceleração do lado das exportações, tanto de bens como de serviços, que superou a evolução das importações, contribuindo assim positivamente para o crescimento do PIB.

Fonte: INE (Valores trimestrais, em percentagem) Valores do 3º trimestre de 2016 correspondem a estimativa rápida
Fonte: INE (Valores trimestrais, em percentagem) Valores do 3º trimestre de 2016 correspondem a estimativa rápida

Além disso, apesar da componente de bens duradouros ter desacelerado, o consumo privado melhorou na componente de bens não duradouros e serviços, o que aumentou o contributo da procura interna no crescimento da economia portuguesa. Ainda assim, esse contributo foi “negativo”, segundo o INE.

“O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,6% em volume no terceiro trimestre de 2016 (variação de 0,9% nos dois trimestres anteriores)”, explica o destaque do INE. As explicações vão para o contributo mais positivo da procura externa líquida, “verificando-se uma aceleração mais expressiva das Exportações de Bens e Serviços em comparação com a das Importações de Bens e Serviços”.

“O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB também aumentou no terceiro trimestre, em resultado da aceleração do consumo privado devido ao comportamento da componente de bens não duradouros e serviços, enquanto a componente de bens duradouros desacelerou”, diz o INE: “Comparativamente com o segundo trimestre, o PIB aumentou 0,8% em termos reais (0,3% no trimestre anterior). O contributo da procura externa líquida foi positivo, refletindo o forte aumento das Exportações de Bens e Serviços, enquanto a procura interna registou um contributo negativo”.

O número consta das contas nacionais do terceiro trimestre divulgadas esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Esta é uma estimativa rápida que, a 30 de novembro, será revista (ou não) para o número final estimado pelo INE.

A economia portuguesa cresceu 0,9% em termos homólogos e 0,3% em cadeia entre abril e maio — praticamente ao mesmo ritmo dos primeiros três meses do ano. Bruxelas já deixou alertas sobre o ritmo modesto da recuperação da economia, considerando que está a ser demasiado influenciado pela procura interna.

A proposta de Orçamento do Estado para 2017 do Executivo de António Costa aponta para um crescimento do PIB de 1,5%.

Editado por Paulo Moutinho

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