BE quer mudar a lei para evitar lesados da banca

Catarina Martins defende que seja revista a legislação para impedir os bancos de venderem produtos com risco aos balcões. Quer evitar que haja mais lesados pelas "negociatas" da banca.

Catarina Martins, a líder do Bloco de Esquerda, não comenta a solução encontrada para os lesados do BES. “Não conheço a solução”, disse na RTP 3. Mas está contra uma solução que implique “valores altos pagos por contribuintes” por causa do que chama de “negociatas” da banca que engana clientes aos balcões. Nesse sentido, quer mudar a lei para impedir a venda de produtos com risco.

“Não vou comentar a solução porque não conheço”, mas “uma solução de valores altos pagos por contribuintes não é naturalmente aceitável“, referiu a líder de um dos partidos que apoio o Governo de António Costa. Os lesados do BES vão começar a receber em maio através de um fundo de direito privado mas que terá garantia do Estado.

A responsável lembrou, na RTP 3, que há pessoas “enganadas nos balcões do BES em Portugal e um pouco por todo o mundo julgando que estavam a fazer investimentos quase como se fossem depósitos a prazo, absolutamente seguros, e perderam tudo”. Diz que há lesados de vários bancos e que continuará a haver. Porquê? “Porque a banca continua a ser impune nas suas negociatas”, diz.

“É preciso parar de vender produtos de risco aos balcões”, diz. “É essencial mudar-se a lei porque senão é dizer aos bancos que podem brincar com o dinheiro das pessoas que o Estado depois resolve”. “Não é aceitável manter esta impunidade da banca. É preciso mudar a lei”, rematou a líder do Bloco.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BE quer mudar a lei para evitar lesados da banca

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião