CGTP: Maior apoio na TSU para patrões é “inaceitável”

O líder da central sindical foi duro nas palavras que dirigiu ao Governo: o Partido Socialista não teve "coragem" para enfrentar o "lóbi" e deu um "cabaz de Natal" de dinheiro aos patrões.

Este acordo é um cabaz de Natal recheado para os patrões, cheio de mordomias e centenas de milhões de euros“, atacou Arménio Carlos à saída da concertação social. O líder da CGTP foi crítico em relação à posição do Governo, acusando o Executivo de falta de coragem. A central sindical não assinou o acordo, apesar de se congratular com uma das medidas.

O aumento do salário mínimo para os 557 euros não é suficiente para a CGTP, mas Arménio Carlos congratulou-se com uma garantia do acordo: a subida de 27 euros vai acontecer no primeiro dia do ano, referência que, diz, não estava no texto inicial. Uma vitória da CGTP que, no entanto, não permitiu que assinasse também o acordo.

Em causa está o facto de, para Arménio Carlos, este acordo ter como “grandes beneficiadas as grandes empresas”. “O Governo não teve coragem de acabar com a norma da caducidade”, atacou o líder da CGTP, referindo que o Executivo, neste caso, “não rompeu” com medidas do Governo anterior por falta de “ousadia e coragem de enfrentar o lóbi instalado”.

Apesar disso, Arménio Carlos diz que “valeu a pena manter uma posição firme” quanto ao valor do salário mínimo, referindo ainda assim que é um “valor insuficiente”. Já o aumento da TSU é “inaceitável”, classificou.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

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