Sobe a pressão: Trabalhadores Sociais Democratas querem que Passos se abstenha na TSU

  • Margarida Peixoto
  • 15 Janeiro 2017

A estrutura sindical liderada por Pedro Roque prefere que o partido se abstenha, numa eventual votação sobre a baixa da TSU. Mas não são os únicos sociais-democratas a criticar o líder.

A pressão a Passos Coelho na polémica da descida da TSU sobe de tom. Já não são só os socialistas, o patronato e os sindicatos a pressionar o ex-primeiro-ministro para deixar passar a medida definida em acordo de concertação social, como contrapartida do aumento do salário mínimo, para 557 euros. Também Pedro Roque, deputado e líder dos Trabalhadores Sociais Democratas, preferia que o líder do PSD tivesse outra decisão.

“Se me perguntar qual a posição que desejaria do partido, a minha resposta é que se abstivesse”, assumiu, em declarações ao jornal Público, na edição deste domingo. O ex-secretário de Estado do Emprego, no Governo de Passos Coelho, reconheceu ainda que há “divergências” internas no partido sobre esta matéria, mas sublinhou que compreende que o PSD não queira ser “a muleta” do Governo, quando o entendimento com as esquerdas falha.

Segundo o jornal, Pedro Roque respeitará a disciplina de voto, mas apresentará uma declaração de voto, caso Passos mantenha a sua decisão de chumbar a descida da TSU.

Durante a semana passada, também Manuela Ferreira Leite, histórica do PSD e ex-presidente do partido, defendeu que os sociais-democratas se deveriam abster na matéria.

Este domingo, Paulo Rangel, eurodeputado do PSD, disse ao DN que não se oporia à descida da TSU para compensar o aumento do salário mínimo. “Pessoalmente, não tenho nada contra a solução da concertação social, parece-me uma solução aceitável”, disse.

Confrontado pelos jornalistas Passos Coelho nega divergências internas: “O PSD não tem desentendimento nenhum sobre essa matéria”, frisou.

E recusou estar a desrespeitar a concertação social com a sua decisão, argumentando que o diálogo com os parceiros já estava a ser simulado desde o início. “O valor do salário mínimo nacional já está decidido pelo Governo, com as negociações que desenvolve com o BE e o PCP”, defendeu. Depois, o Executivo “faz um espécie de chantagem com os parceiros: querem levar uma pancada maior, ou menor?”, continuou Passos, frisando que o Governo “manda passar a fatura à Segurança Social”.

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