Sonae: Vendas mostram “sucesso da estratégia comercial”

Os analistas ficaram agradados com as vendas preliminares anunciadas pela Sonae. E estão otimistas em relação ao futuro da retalhista. As ações avançam quase 2%.

A Sonae divulgou esta quarta-feira os dados relativos às suas vendas no ano passado, números que agradaram aos analistas, que não só aplaudem a estratégia comercial da holding como antecipam mais crescimento para o negócio do retalho. O mercado também recebeu com bons olhos o anúncio da Sonae, brindando o títulos com uma acentuada valorização na atual sessão.

A retalhista liderada por Paulo Azevedo anunciou após o fecho da última sessão que, em 2016, as suas vendas das áreas alimentar e não alimentar superaram os 5,2 mil milhões de euros. Este valor corresponde a um crescimento de 7,2% face ao nível de vendas registado em 2015, tendo sido alimentado por todas as áreas de negócio do grupo.

Os resultados preliminares agora conhecidos bateram as estimativas da maioria dos analistas que, para além de aplaudirem o crescimento do volume de negócios registado no ano passado, acreditam haver mais potencial de crescimento ao longo deste ano.

"Como esperado, a Sonae apresentou elevados crescimentos de vendas em 2016. A unidade de retalho alimentar apresentou valores positivos de vendas like-for-like, o que evidencia o sucesso da sua estratégia comercial.”

CaixaBI

“Como esperado, a Sonae apresentou elevados crescimentos de vendas em 2016. A unidade de retalho alimentar apresentou valores positivos de vendas like-for-like, o que evidencia o sucesso da sua estratégia comercial“, salienta o CaixaBI numa nota de research divulgada esta manhã. O banco de investimento antecipa ainda que a “Sonae MC (Modelo Continente) continue a seguir a mesma política de crescimento ao longo de 2017, com resultados igualmente positivos”.

Já no que respeita ao negócio da Sonae SR, os analistas do CaixaBI destacam também a evolução positiva das vendas like-to-like (vendas comparáveis), referindo que indiciam contribuições futuras positivas por parte da Worten e da estrutura de pré-aquisição da unidade Sports and Fashion. “As vendas agora conhecidas ajudam a suportar a nossa visão positiva para a empresa”, remata assim o banco de investimento relativamente à avaliação que faz do título.

O CaixaBI mantém uma recomendação de “comprar” para as ações da Sonae, atribuindo-lhes um preço-alvo de 1,45 euros. Este target representa um potencial de subida de 70% face aos 85,5 cêntimos a que as ações da retalhista terminaram a última sessão. As ações da Sonae estão a reagir de forma positiva aos números das venda: sobem 1,87%, para os 87,1 cêntimos, mas já chegaram a valorizar 2,46%.

Também os analistas do Haitong se mostram confiantes relativamente à retalhista. “Pensamos que o valor de mercado do retalho tem mais para avançar”, destaca o Haitong num research desta quinta-feira, onde também aplaude os números das vendas preliminares da Sonae. “A Sonae anunciou valores de transações positivos tanto no retalho alimentar como no não alimentar, batendo as nossas estimativas de vendas para o quarto trimestre, em 1%”, afirma o banco de investimento numa nota de hoje.

O agrado relativamente aos números conhecidos nesta quarta-feira levou mesmo o Haitong a rever em alta as estimativas para a Sonae em 2017 e 2018, em 1% e 2%, no que respeita às receitas. O Haitong reiterou ainda a Sonae como uma das suas “balas de prata, com uma recomendação de “comprar” e um preço-alvo de 1,08 euros, que representa um potencial de subida de 26% para o titulo.

"A Sonae anunciou valores de transações positivos tanto no retalho alimentar como no não alimentar, batendo as nossas estimativas de vendas para o quarto trimestre, em 1%.”

Haitong

Como catalisadores para o título, o Haitong vê com bons olhos os resultados da Sonae SR, em 2017, acreditando que conseguirá dar continuidade à recuperação de uma divisão que tem sido uma fonte de perdas. O banco de investimento mostra-se também confiante relativamente à Sport Zone, onde acredita que a Sonae pode ter “importantes desenvolvimentos”, que lhe permitam dar resposta à falta de escala.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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