Relator da Lava Jato já tinha recebido ameaças, diz o filho

Teori Zavascki iria homologar, na próxima semana, as delações feitas por 77 executivos da construtora Odebrecht, que envolviam no esquema de lavagem de dinheiro nomes como o de Temer ou Lula.

Teori Zavascki, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro que morreu na queda de um avião, já tinha recebido ameaças, admite o seu filho, Francisco Prehn Zavascki. O ministro era também o relator da Operação Lava Jato e a possibilidade de a queda do avião não ter sido um acidente ainda está a ser estudada.

As declarações de Francisco Prehn Zavascki foram feitas em entrevista à Rádio Estadão, a quem o filho do ministro admite que havia grupos de pressão que se opunham às investigações da Lava Jato. “Seria infantil dizer que não há movimento contrário, agora a questão é o que o movimento seria capaz de fazer”, disse à rádio brasileira.

Teori Zavascki era o relator do processo Lava Jato, nome que foi dado a uma investigação a um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro, que envolve políticos e gigantes como a petrolífera Petrobras ou as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Ocupava o cargo de ministro do SFT desde novembro de 2012 e, na próxima semana, iria homologar as delações dos executivos da construtora Odebrecht.

Estas delações, feitas por 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, eram centrais para o desfecho da Lava Jato, já que mencionavam políticos como Michel Temer, atual Presidente do Brasil, e Lula da Silva, antigo Chefe de Estado. Sobre as homologações das delações, Francisco Prehn Zavascki refere que o pai “tinha perfeita noção do impacto” que as mesmas poderiam ter. “Isso poderia realmente fazer o país ser passado a limpo”.

A vaga deixada Zavascki poderá agora ser ocupada por um ministro indicado por Temer, sendo que o Presidente do Brasil é suspeito de, em 2014, ter pedido dez milhões de reais a Marcelo Odebrecht, o presidente da construtora.

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