“Situação de Portugal não é boa”, diz responsável do Eurogrupo

Mário Centeno deverá ser confrontado esta quinta-feira pelo presidente do Eurogrupo para a situação de Portugal que "não é boa", segundo fonte do organismo.

A situação de Portugal está a gerar preocupação entre os responsáveis do seio do Eurogrupo. Esta preocupação foi suscitada por um responsável do Eurogrupo que, citado pela Bloomberg, afirmou que “a situação de Portugal não é boa”, e que Jeroen Dijsselbloem, deverá alertar Mário Centeno para isso mesmo na reunião do Eurogrupo que decorre esta quinta-feira.

No encontro dos ministros responsáveis pela pasta das Finanças dos países da zona euro, um dos temas em cima da mesa será o acompanhamento do pós-programa de assistência financeira a Portugal, mas também à Irlanda. Mas em concreto se existem riscos que possam coloca em causa a capacidade de devolver os empréstimos recebidos ao abrigo do programa de assistência financeira.

De acordo com a Bloomberg, um dos temas que suscita maior preocupação por parte dos responsáveis europeus relaciona-se com a situação da banca portuguesa. De acordo com fonte do Eurogrupo citada pela agência de notícias, o setor financeiro português continua frágil.

Na mais recente entrevista, concedida à SIC no último domingo, o Presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou precisamente a importância de resolver o problema do crédito malparado (non performing loans, NPL), de modo a “libertar as instituições de ativos problemáticos, na medida do possível”. Uma das vias para resolver o problema do malparado nas mãos da banca nacional poderá passar pela alienação desses ativos problemáticos. A solução por essa via poderá estar nas mãos de um consórcio liderado pelo ex-partner do Goldman Sachs, que diz estar disponível para adquirir esse malparado por 15 mil milhões de euros.

A preocupação revelada pelo Eurogrupo acontece após um período de agravamento dos juros da dívida nacional, que no prazo a 10 anos ultrapassou a fasquia dos 4%, neste mês. Os juros nacionais nesse prazo entretanto aliviaram, mas hoje está novamente sob pressão. A taxa de juro a 10 anos portuguesa é a que mais sobe na Europa. A ‘yield’ nacional nesse prazo agrava cerca de seis pontos base, para 3,917%.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Situação de Portugal não é boa”, diz responsável do Eurogrupo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião